ECONOMIA
Nampula abaixo de metade da meta de matrículas para 2026
Só 42,6% da meta foi atingida, alarmando as autoridades do sector.
Faltando apenas 8 dias para o término do período oficial de matrículas, que decorre de 1 de Outubro a 31 de Dezembro, a província de Nampula registou até ao momento cerca de 153 mil alunos matriculados na 1.ª classe, o que corresponde a 42,6% da meta prevista de 360 mil crianças.
Segundo o director provincial da Educação, William Tunzine, o baixo nível de matrículas resulta, sobretudo, do atraso dos pais e encarregados de educação, que tendem a levar as crianças à escola apenas no início ou mesmo após o arranque do ano lectivo.
“Há uma prática recorrente de os pais virem matricular as crianças no primeiro dia de aulas ou depois do início das aulas. Isso desajusta a nossa estatística, porque pedimos matrículas antecipadas para nos organizarmos como sector, saber quantos livros vão para cada escola, se há necessidade de reforço de material didáctico, equipamentos ou até de salas de aula”, explicou Tunzine, durante uma conferência de imprensa.
O responsável apontou ainda dificuldades de acesso às escolas em zonas mais remotas e o impacto dos conflitos registados no distrito de Memba, apesar de a situação estar actualmente sob controlo, como factores adicionais que condicionam a adesão às matrículas.
Apesar dos constrangimentos, o sector da Educação garante estar a intensificar acções de sensibilização junto dos pais, líderes comunitários e religiosos, bem como através da comunicação social, com vista ao cumprimento da meta estabelecida.
“Estamos a trabalhar com os distritos, com os pais e encarregados de educação, com as confissões religiosas e também com os órgãos de comunicação social, para ver se até ao dia 31 de Dezembro conseguimos alcançar a meta de 360 mil alunos matriculados na 1.ª classe. Isso vai ajudar-nos a criar todas as condições para o início do ano lectivo de 2026”, afirmou.
O sector apelou ainda a um maior envolvimento da imprensa na divulgação do período de matrículas, sublinhando o papel dos órgãos de comunicação na mobilização das famílias.
“Queremos pedir aos jornalistas que intensifiquem a divulgação deste processo. As pessoas lêem, ouvem e confiam no que vocês transmitem. Precisamos chamar mais pais e encarregados de educação para garantir que todas as crianças estejam matriculadas dentro do prazo”, concluiu. Vânia Jacinto
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