ECONOMIA
Namiepe corre risco de ficar isolada devido à erosão e chuvas intensas
A estrada principal que liga a comunidade de Namiepe, no bairro de Namicopo, ao restante da cidade de Nampula encontra-se severamente degradada, enquanto a ponte local apresenta sinais avançados de fragilidade, podendo ceder a qualquer momento. A situação ameaça deixar os moradores praticamente isolados.
O problema da erosão no bairro não é recente. O Rigor já reportou casos de habitações ameaçadas de desabamento, e os últimos acontecimentos indicam que o cenário tende a agravar-se. As chuvas intensas que têm caído sobre a cidade nos últimos dias aumentaram o nível de degradação da via e aceleraram o desgaste da ponte, tornando urgente a intervenção das autoridades provinciais e municipais.
Moradores alertam que o acesso a serviços essenciais, incluindo o hospital, já está comprometido.
“Aqui sofremos muito. A estrada está em más condições e pedimos ajuda urgente. Agora já não passa ambulância; só pela zona de Nasser, e demora muito a chegar”, relatou Anifa Pereira, residente de Namiepe.
Nélson Victor partilha da mesma preocupação: “Sentimo-nos esquecidos. Se a ponte cair, ficaremos completamente isolados. Com a estrada assim, até transportar alguém de motorizada é difícil. Precisamos de intervenção urgente.”
Para tentar evitar o isolamento total da comunidade, a Associação Firmeza de Nampula (ASOFINA), organização dedicada à preservação ambiental, iniciou na passada segunda-feira trabalhos de contenção da erosão. A equipa está a encher sacos de areia e a colocá-los nas zonas mais críticas, numa acção conjunta com técnicos da EMUSANA, visando reduzir os danos.
“Estamos numa missão de combate à erosão para facilitar a circulação. Como podem ver, esta ponte está a degradar-se cada vez mais. Trabalhamos com técnicos da EMUSANA e monitoramos o processo para evitar que a ponte venha a cair”, explicou Jamal Essiaca, presidente da associação.
Enquanto aguardam por uma intervenção definitiva das autoridades, os moradores continuam a viver sob o risco iminente de isolamento e receiam que, caso as chuvas persistam, a degradação da estrada e o eventual colapso da ponte possam transformar a situação numa emergência de maiores proporções, com impacto directo na mobilidade, no acesso a serviços essenciais e na segurança da comunidade. Vânia Jacinto
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