SOCIEDADE
Na missa de Natal, Dom Inácio Saure desafia fiéis a rejeitar as trevas
Durante a missa solene de Natal, o arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saure, destacou que a paz deve estar no centro da vida cristã e apelou aos fiéis para que façam uma escolha consciente pela luz de Cristo, mesmo diante das trevas do mundo actual.
Na homilia, Dom Inácio recordou que o nascimento de Jesus em Belém foi um acontecimento simples, mas profundamente transformador, capaz de iluminar toda a humanidade. Segundo explicou, apesar de não ter sido um facto mediático à época, o seu significado permanece actual e decisivo.
“É certo que, no ano do nascimento de Jesus, a notícia não foi assim tão estrondosa como seria hoje na nossa era digital. Foi um acontecimento ali, naquele cantinho, mas hoje um facto desses teria um forte impacto”, afirmou.
O arcebispo convidou os fiéis a examinarem os seus corações e a permitirem que a luz de Cristo ilumine as suas próprias trevas, promovendo a paz consigo mesmos, com os outros e com Deus.
“Uma pessoa com um coração sem paz, cheio de ódio e inveja, nunca poderá viver em paz, nem consigo mesma, nem com os outros, nem com Deus. Porque Deus é o autor da paz. Podemos dizer, com todo o respeito, que a paz é outro nome de Deus”, sublinhou.
Dom Inácio estabeleceu ainda um paralelo entre a história do povo de Israel, marcada pela destruição do Templo de Jerusalém e pelo exílio na Babilónia, e a realidade contemporânea, lembrando que Deus permanece presente mesmo nos momentos de sofrimento e aparente abandono.
“Não é que Deus se tenha esquecido do seu povo. Deus nunca se esquece do seu povo. O que acontece é a tomada de consciência do povo sobre este Deus que está sempre presente”, frisou.
O arcebispo alertou que, mesmo dois mil anos após o nascimento histórico de Cristo, a luta entre a luz e as trevas continua, sendo a paz fruto da opção pessoal e colectiva por acolher a luz de Deus.
“Também hoje a luz brilha nas trevas, mas as trevas não a recebem. Há quem acenda a luz e a faça brilhar, mas as trevas recusam essa luz. Trata-se das forças do mal que se chamam pecado, egoísmo, exploração, opressão, mentira e terrorismo. Tudo isto são trevas”, acrescentou.
Na conclusão da homilia, Dom Inácio desejou que 2026 seja um ano marcado pela paz em todas as dimensões da vida, pessoal, familiar, comunitária e nacional, como expressão concreta da fé cristã vivida no quotidiano. Vânia Jacinto
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