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SOCIEDADE

Acidentes e agressões marcaram entradas no HCN durante o Natal

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Apesar da redução significativa do número de atendimentos registados durante as festas de Natal, os acidentes de viação e as agressões físicas continuaram a figurar entre as principais causas de entrada no Hospital Central de Nampula, segundo dados oficiais divulgados esta quarta-feira.

Durante os dois dias correspondentes às celebrações natalícias (24 e 25 de Dezembro), o HCN recebeu 198 pacientes, um número substancialmente inferior aos 638 atendimentos registados no mesmo período do ano passado. Do total de pacientes atendidos este ano, 15 deram entrada na sequência de acidentes de viação, enquanto 12 casos resultaram de agressões físicas.

Falando à imprensa, o cirurgião do HCN, António Carlos, descreveu o período como relativamente calmo, sublinhando que a diminuição do número de entradas representa uma melhoria significativa face ao ano anterior.

“Passando o rescaldo dos últimos dois dias correspondentes às festas de Natal, dizer que foi bastante calmo, comparando com o final do ano passado. Neste ano deram entrada cerca de 198 pacientes nesses dois dias, sendo que no ano passado tivemos por volta de 638 pacientes durante os mesmos dias. Então isso já é uma grande melhoria e significa que, de facto, as condições estão melhoradas”, afirmou.

Apesar do balanço considerado positivo, o médico alertou que a persistência de casos de violência e de sinistros rodoviários demonstra que os comportamentos de risco continuam presentes durante a quadra festiva, exigindo maior consciencialização por parte da população.

O hospital registou ainda um óbito durante o período em análise que, segundo a direcção clínica, não esteve relacionado com as celebrações do Natal, tratando-se de um caso de doença natural.

Natal deixa quatro casos de violência sexual, incluindo menores

Paralelamente aos atendimentos por acidentes e agressões físicas, o Hospital Central de Nampula registou, durante o período natalício, quatro casos de violência sexual, envolvendo vítimas do sexo feminino.

Segundo dados avançados pela direcção clínica, entre as vítimas constam três menores — duas com 14 anos e uma com 15 anos — e uma jovem de 22 anos, situação que continua a gerar preocupação junto das autoridades sanitárias e sociais da província.

“Em termos de violência sexual, foram registados quatro casos: uma menina de 15 anos, duas meninas de 14 anos e uma jovem de 22 anos”, detalhou o cirurgião António Carlos.

O hospital refere que os casos foram devidamente assistidos do ponto de vista clínico e encaminhados para os mecanismos legais e sociais previstos, reiterando a necessidade de reforço das acções de prevenção, denúncia e protecção das vítimas, sobretudo das crianças. Vânia Jacinto

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