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SOCIEDADE

Munícipes reconhecem progresso, mas criticam entraves políticos

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A cidade de Nampula celebra esta sexta-feira (22 de Agosto), 69 anos desde a sua elevação à categoria a 22 de Agosto de 1956. Entre elogios aos avanços registados e críticas aos entraves persistentes, os munícipes partilham sentimentos mistos sobre o presente e o futuro da chamada capital do norte.

Para Bento Muicha Tomeiua, a evolução da cidade é inegável, mas poderia ter sido maior não fossem os constrangimentos de natureza política.

“Na verdade, Nampula já era cidade antes da independência e continua a crescer. O número de pessoas aumenta, a economia também, mas sinto que as disputas políticas têm travado o desenvolvimento. Cada partido que entra impõe a sua forma de trabalhar, e isso acaba por limitar o progresso. O potencial de Nampula é enorme, mas ainda não está a ser aproveitado como devia”, declarou.

Já Mário Francisco Sitoe, outro residente, vê o aniversário como um momento de reflexão e reconhece as mudanças recentes nas infra-estruturas urbanas.

“O aniversário traz-nos a memória do passado, mas também a esperança no futuro. Hoje já vemos estradas reabilitadas, passeios e parques de estacionamento. Antigamente a cidade era caracterizada por buracos e lixo, mas agora nota-se empenho do Conselho Municipal em mudar essa realidade. Isso dá-nos confiança de que Nampula pode ser diferente daqui para frente”, afirmou.

O jovem Melito Omar destaca igualmente sinais de transformação, associando-os à governação actual.
“Vejo que Nampula está a crescer porque o presidente Giquira está a levar o município a sério. É claro que os desafios existem, mas há uma mudança positiva que faz as pessoas acreditarem de novo numa cidade melhor. Isso lembra um pouco os tempos do falecido Amurane, quando havia confiança na liderança local”, sublinhou.

Na mesma linha, Lucília Elias, vendedora ambulante, afirma sentir as melhorias no seu dia-a-dia. “Eu vendo na rua todos os dias e noto diferença. Agora há mais limpeza, mais iluminação e até a polícia passa com mais frequência. Ainda temos problemas de água e lixo, mas já não é como antes. O presidente está a mexer, e nós que vivemos da rua sentimos logo. Só espero que continue, porque Nampula merece”, disse.

Os nossos entrevistados revelam uma cidade que não esquece o seu passado, mas que olha para o futuro com esperança, exigindo mais acção política, investimentos consistentes e soluções que respondam às necessidades reais da população. Assane Júnior

 

 

 

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