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SOCIEDADE

Moedas engolidas por crianças geram até três cirurgias por semana no Hospital Central de Nampula

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O Hospital Central de Nampula recebe, em média, dois a três casos por semana de crianças que engolem moedas e necessitam de intervenção cirúrgica para remover o objecto do esófago. A informação foi avançada pela médica otorrinolaringologista Sónia Marrime, responsável pelo sector de Otorrinolaringologia da unidade sanitária.

Segundo a especialista, que falava em exclusivo ao Jornal Rigor, a ingestão de moedas tornou-se a principal causa de cirurgias de urgência no serviço de otorrinolaringologia do hospital.

Desde que começou a trabalhar na unidade sanitária, em 2020, já foram retiradas entre 700 e 800 moedas do organismo de pacientes, na sua maioria crianças. A idade média dos casos registados é de cerca de dois anos, embora existam situações que vão desde bebés de nove meses até crianças de dez anos.

A médica alerta que a permanência prolongada da moeda no esófago pode provocar inflamações, perfuração do esófago, infecções graves e até pneumonia, podendo colocar a vida da criança em risco.

Perante estas situações, os especialistas recomendam que, sempre que uma criança engole uma moeda ou outro objecto estranho, os pais devem dirigir-se imediatamente ao hospital e evitar dar alimentos antes da avaliação médica.

Os médicos alertam ainda para o perigo das pilhas de botão, utilizadas em brinquedos, que podem provocar queimaduras internas graves em poucas horas quando entram em contacto com os ácidos do organismo.

Mais detalhes podem ser consultados na edição em PDF. Solicita através de jornalrigor@gmail.com

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