Connect with us

SOCIEDADE

Gravidez precoce atinge 42% das adolescentes em Nampula

Publicado há

aos

Secretário de Estado alerta para desafios na protecção da criança na província

A gravidez na adolescência continua a representar um dos maiores desafios sociais na província de Nampula, com uma incidência estimada em cerca de 42%, segundo dados divulgados esta quinta-feira (5) durante uma reunião de apresentação de estatísticas e evidências sobre a situação da criança na província.

A informação foi avançada pelo Secretário de Estado na província de Nampula, Plácido Nerino Pereira, que felicitou a UNICEF e o Instituto Nacional de Estatística (INE) pelo trabalho que culminou na produção de uma base de dados considerada consistente e fiável.

Na sua intervenção, o governante sublinhou que a disponibilidade de dados estatísticos é um instrumento indispensável para orientar a planificação e apoiar a tomada de decisões sobre a protecção dos direitos da criança, adolescentes e jovens.

“Os dados estatísticos por si só não mudam a sociedade, mas potenciam a mudança na medida em que contribuem para a compreensão da dimensão real dos problemas, identificam as necessidades e as prioridades para as intervenções”, afirmou.

Além da gravidez precoce, Plácido Pereira apontou outros desafios estruturais na província, como o trabalho infantil, que afecta cerca de 23,6% das crianças e adolescentes, e as uniões prematuras, que atingem aproximadamente 13,2% de menores entre 12 e 18 anos.

O Secretário de Estado alertou ainda que o rápido crescimento populacional e o êxodo rural continuam a pressionar infraestruturas e serviços, sobretudo nas áreas de saúde, saneamento e educação, num contexto agravado por insuficiência de infraestruturas e choques climáticos recorrentes.

Perante a magnitude dos desafios, o Governo apelou aos responsáveis distritais para reforçarem o uso de dados e evidências na definição de programas e acções com vista a melhorar o bem-estar das crianças e adolescentes.

O dirigente defendeu, igualmente, que a protecção da criança não deve ser vista como responsabilidade exclusiva do Estado, apelando à participação activa das famílias, sociedade civil e sector privado, incluindo na denúncia de violações como uniões prematuras, trabalho infantil e violência.

Mais detalhes podem ser consultados na edição em PDF. Solicita através de jornalrigor@gmail.com

Continue Lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Mais Lidas