SAÚDE
Hospital Geral de Nampula volta a ser prometido – agora até fim do semestre
NAMPULA, 7 de Maio de 2025 – O Governo da Província de Nampula prevê concluir, até ao final deste semestre ou no início do próximo, as obras do novo Hospital Geral de Nampula, em construção no bairro de Natikiri. A informação foi avançada esta quarta-feira (7) pelo porta-voz do Conselho de Serviços Provinciais da Representação do Estado, Graciano Francisco, durante uma conferência de imprensa que marcou o encerramento da quarta sessão ordinária do órgão.
Apesar do anúncio, o governo volta a fazer uma promessa já ouvida anteriormente. A última foi feita pelo antigo Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, que durante a sua última visita à província, ainda no cargo, garantiu que as obras estariam concluídas até Abril passado — o que não se verificou.
Desta vez, o Executivo provincial atribui os atrasos ao fraco desempenho do empreiteiro inicial. Segundo Graciano Francisco, a obra está agora a ser executada por uma nova empresa, e os resultados já são visíveis:
“De facto, tivemos demora na conclusão deste hospital devido ao desempenho do primeiro empreiteiro. Houve troca de empresa e, por isso, já estamos a ver resultados palpáveis. Se forem ao local, verão que a situação já não é como no ano passado. Prevemos que até ao final deste semestre, ou no início do próximo, a infraestrutura nos seja entregue para ser usada.”
Unidade é considerada estratégica para aliviar sobrecarga no Hospital Central
A conclusão do hospital em Natikiri é vista como fundamental, numa altura em que o Hospital Central de Nampula enfrenta uma taxa de ocupação superior a 100%. Actualmente, a unidade acolhe mais de 900 pacientes, apesar de ter sido projectada para cerca de 500 camas. A situação obriga o internamento de doentes nos corredores.
“O nosso hospital já se mostra pequeno. A taxa de ocupação está acima dos 100%. Em certos momentos, temos doentes nos corredores”, explicou o porta-voz.
Além da pressão populacional da província de Nampula, o hospital central também recebe pacientes provenientes de Cabo Delgado, Niassa e Zambézia, tornando a sobrecarga ainda maior.
Falta de médicos especialistas agrava desafios
Outro obstáculo reconhecido pelas autoridades é a falta de médicos especialistas.
“Temos alguns médicos de especialidade, mas em número reduzido. Precisamos de um quadro suficiente de profissionais para garantir um funcionamento adequado do hospital”, admitiu Graciano Francisco.
Para minimizar o défice, a província tem contado com o apoio de médicos estrangeiros, sobretudo cubanos e coreanos, que actuam por períodos curtos. Entretanto, está em curso uma estratégia para formar quadros nacionais, com vista a garantir maior autonomia e continuidade na prestação de cuidados especializados.
A finalização do novo hospital integra um esforço mais amplo de reforço da capacidade do sistema público de saúde na província, particularmente para responder à crescente demanda por serviços médicos de qualidade e aliviar a pressão sobre as unidades de referência. Vânia Jacinto
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