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ECONOMIA

Governador expõe sistema que negava fármacos a doentes no Centro de Saúde 25 de Setembro em Nampula

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O Governador da Província de Nampula, Eduardo Abdula, expôs esta terça-feira um alegado sistema interno que estaria a impedir a disponibilização de medicamentos aos pacientes no Centro de Saúde 25 de Setembro, apesar da existência de stock no depósito da unidade.

A constatação ocorreu durante uma visita surpresa realizada logo após a sua chegada à cidade de Nampula. O dirigente provincial saiu do Aeroporto Internacional e seguiu directamente para a unidade sanitária, numa acção não anunciada destinada a aferir o funcionamento dos serviços.

No contacto directo com os utentes, ouviu queixas reiteradas sobre a falta de paracetamol e medicamentos para diabetes. Pelo menos dez pacientes relataram ter sido informados de que os fármacos não estavam disponíveis, sendo orientados a recorrer a farmácias privadas.

Uma das pacientes afirmou ter comprado o medicamento para diabetes fora da unidade, por alegada inexistência no hospital. “Estão a dizer que tem medicamento de diabetes? Eu comprei na farmácia”. Outros doentes confirmaram que receberam a mesma informação, manifestando preocupação com os custos adicionais e com o risco de interrupção do tratamento.

Perante os relatos, o governador exigiu a apresentação das receitas médicas para confirmar as prescrições. Em seguida, dirigiu-se ao depósito de medicamentos, onde foi informado de que os fármacos mencionados estavam disponíveis em stock.

A revelação evidenciou uma contradição entre o que estava registado no depósito e a informação prestada aos pacientes na farmácia da unidade. A situação gerou indignação do governante, que questionou os responsáveis sobre as razões da não disponibilização dos medicamentos aos utentes.

Eduardo Abdula ordenou o atendimento imediato de todos os pacientes que haviam sido encaminhados para farmácias privadas, sublinhando que os medicamentos adquiridos com fundos do Estado devem chegar gratuitamente aos cidadãos que deles necessitam.

Antes de deixar a unidade, o governador exigiu explicações formais à direcção do centro de saúde e advertiu que qualquer prática de retenção, venda ou desvio de medicamentos será alvo de responsabilização. Apelou ainda à população para denunciar casos de mau atendimento ou cobranças indevidas nos serviços públicos de saúde. Faizal Raimo

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1 Comment

1 Comment

  1. José Luzia

    Fevereiro 17, 2026 at 11:54 am

    Mas a alegação de falta de medicamentos nos hospitais já é moda….

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