ECONOMIA
Governador de Nampula vê Angoche como futura locomotiva do turismo e da economia nacional
O governador da província de Nampula, Eduardo Abdula, considera que a cidade autárquica de Angoche reúne condições estratégicas para se tornar, nos próximos anos, um dos principais motores do desenvolvimento económico e turístico de Moçambique.
Em visita ao município entre os dias 3 e 4 de Junho corrente, Abdula destacou que as obras de asfaltagem da estrada, a reabilitação do aeródromo, a modernização do porto de pesca e o potencial das ilhas costeiras formam uma combinação ideal para catapultar o distrito para um novo patamar de progresso.
“Angoche tem tudo ao mesmo tempo, num só distrito: turismo, agricultura, pescas e recursos minerais. É uma região com potencial raro, e estamos a criar as bases para que este desenvolvimento beneficie, em primeiro lugar, os seus próprios residentes”, afirmou o governador, defendendo uma abordagem de mobilização integrada entre governo, empresários e sociedade civil.
Segundo Abdula, investidores angolanos já demonstraram interesse em apostar no aeródromo de Angoche, que em tempos integrou a rota aérea nacional operada pela antiga Direcção de Exploração e Transporte Aéreo — hoje Linhas Aéreas de Moçambique (LAM). “Esse passado pode ser recuperado. Temos praias maravilhosas, espaço para turismo aquático e cinegético, e cerca de 23 ilhas deslumbrantes ao longo da costa. É um paraíso pronto para investimentos estruturados”, sublinhou.
O governador revelou ainda que a estrada entre Nampula e Angoche deverá estar completamente asfaltada até finais de 2026, o que facilitará o escoamento da produção, a circulação de turistas e o investimento privado. “Não devemos esperar que a estrada e o aeroporto estejam prontos para começar. Precisamos estar um passo à frente, planificar e agir desde já”, advertiu.

Aeródromo de Angoche
Durante a visita, Abdula anunciou também que o governo provincial está a organizar uma conferência de investimentos para o primeiro trimestre de 2026, com o objectivo de atrair parcerias para projectos estruturantes em Angoche, em áreas como o turismo, a indústria pesqueira e a transformação agrícola.
“No final dos cinco anos de mandato, queremos que Nampula se afirme como a capital económica de Moçambique. E Angoche terá um papel central nesse plano”, declarou.
O governante concluiu apelando à preparação activa da comunidade local: “Não é apenas uma questão de infra-estruturas. O mais importante é garantir que somos nós, os angocheanos, os primeiros a beneficiar do progresso que está a caminho.” Faizal Raimo
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