ECONOMIA
Governador de Nampula irrita-se com a lentidão da ANE e dos empreiteiros na N1
O governador da província de Nampula, Eduardo Abdula, visitou este sábado (27) vários troços críticos da Estrada Nacional Número Um (N1), no eixo Nampula–Namialo, onde manifestou forte indignação com a paralisação das obras e responsabilizou directamente os empreiteiros pelos atrasos que continuam a colocar em risco a vida dos automobilistas.
Visivelmente agastado no local, Abdula afirmou que a retoma recente de alguns trabalhos só ocorreu após intervenção directa do Governo provincial. O governador mostrou-se igualmente insatisfeito com a actuação da Administração Nacional de Estradas (ANE), considerando lenta a gestão e execução das actividades no terreno.
“Se eu não tivesse notificado o empreiteiro, nem ontem se pagaria. Estamos a dizer ao povo que estamos a trabalhar como se não estivéssemos a fazer nada. É preciso, é importante”, declarou.
O governante reconheceu a existência de dívidas do Estado para com as empresas contratadas, mas deixou claro que essas pendências não justificam a interrupção quase total das obras numa via estratégica para a economia e mobilidade da província.
“Temos dívidas, sim, com os empreiteiros. Mas também temos compromissos com os empreiteiros. Temos de fazer isso”, sublinhou.
Durante a visita, Abdula apontou os buracos na via como uma das principais causas de acidentes rodoviários, mesmo quando estes ocorrem fora dos troços sob responsabilidade directa de determinados empreiteiros.
“Agora vamos ver um acidente. Não é no troço deles, mas é no troço dos outros. A causa do acidente? Exactamente os buracos. É verdade que há má condução também”, afirmou.
Num tom de ultimato, o governador garantiu que o Governo provincial vai intensificar a fiscalização no terreno e anunciou que regressará aos mesmos troços já na próxima semana para verificar o arranque efectivo das obras.
“Segunda-feira iniciámos isto. Posso vir segunda-feira aqui à tarde? Vou-te apanhar aqui, quer dizer, a tua equipa, a fazer as obras. Mas temos mais situações por aí”, avisou.
Recorde-se que, mesmo no coração da cidade de Nampula, abriram-se várias crateras no troço compreendido entre o antigo edifício do INSS e a zona da Total, cuja reparação é da responsabilidade da ANE. Apesar dos repetidos alertas feitos por automobilistas e munícipes, a situação mantém-se inalterada e ameaça cortar completamente a via, sob um olhar considerado impávido das entidades responsáveis.
A Estrada Nacional N1 é considerada a principal artéria rodoviária do país, ligando o norte ao sul de Moçambique, e o seu estado de degradação em vários pontos da província de Nampula tem sido alvo de críticas recorrentes por parte de transportadores, automobilistas e comunidades locais. Faizal Raimo
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