ECONOMIA
Obras Públicas reforçam necessidade de coordenação para a resposta à época chuvosa
A Direcção Provincial de Obras Públicas de Nampula reuniu, esta sexta-feira (26), parceiros e diversas entidades do Governo que intervêm na área, no âmbito de um encontro dedicado à preparação para a época chuvosa e à discussão do Plano de Contingência 2025/2026, defendendo a necessidade de diálogo permanente e coordenação contínua entre todos os intervenientes.
No encontro, o director provincial das Obras Públicas, Faquira Massalo, propôs a criação de canais de comunicação que permitam dar seguimento às preocupações levantadas e assegurar o acompanhamento regular das acções acordadas.
Segundo o responsável, a gestão de situações de emergência exige uma actuação articulada entre instituições com responsabilidades específicas, sublinhando que a colaboração deve envolver todos os órgãos com competências na resposta a crises.
“Existem órgãos competentes para gerir uma emergência e nós temos de continuar a colaborar com essas entidades. A informação obriga todos os sectores a desenvolver acções, sobretudo para priorizar as nossas intervenções dentro de cada área”, afirmou.
Massalo destacou ainda que a comunicação e a coordenação são determinantes para reduzir riscos. “Uma das coisas mais importantes é a comunicação e a coordenação. Só o facto de participarmos neste encontro demonstra que estamos juntos”, frisou.
No seu pronunciamento, a Direcção Provincial sublinhou o papel de articulação que desempenha junto dos distritos, parceiros e instituições públicas e privadas, defendendo a necessidade de informação atempada para orientar a tomada de decisões.
“Nós, como Direcção Provincial, estamos directamente ligados aos distritos, aos parceiros e a outras instituições públicas e privadas. Precisamos de informação atempada para definir prioridades e orientar a resposta das acções que estamos a desenvolver”, explicou.
Outro ponto central destacado foi a necessidade de cada sector dispor de planos internos de preparação, com identificação prévia das necessidades logísticas, antes da ocorrência de situações críticas.
“O importante é termos planos. Podemos falar do dinheiro depois, mas precisamos de saber, por exemplo, as necessidades em produtos químicos, combustível, transporte e outros meios, para que, no momento certo, possamos decidir como apoiar cada parceiro”, referiu.
Durante a reunião, foram identificadas várias áreas sensíveis no contexto da época chuvosa, incluindo água, saneamento, energia, infra-estruturas, estradas, fontes de abastecimento, escolas e centros de saúde, muitas das quais se encontram em situação de vulnerabilidade.
“Estes sectores exigem maior atenção, porque, estando vulneráveis, precisamos de trabalhar de forma coordenada para proteger infra-estruturas essenciais e minimizar os impactos”, destacou.
A Direcção Provincial de Obras Públicas referiu ainda que alguns municípios e distritos já apresentam exemplos positivos de preparação, incluindo unidades sanitárias e outras instituições que participaram ou foram convidadas a integrar as discussões.
“Temos exemplos de municípios, distritos, do INGD e de unidades de saúde que já estão a preparar-se. Precisamos continuar a dialogar sobre a forma como as nossas bacias e infra-estruturas vão comportar-se durante esta época chuvosa”, concluiu. Vânia Jacinto
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