ECONOMIA
Governador de Nampula defende continuidade dos projectos Moz Rural e Norte financiados pelo Banco Mundial
O Governador da Província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, apelou esta sexta-feira (05) ao Banco Mundial para garantir a continuidade dos projectos Moz Rural e Norte, actualmente na fase final de execução.
Os projectos Moz Rural e Moz Norte, financiados pelo Banco Mundial, visam promover o desenvolvimento rural sustentável em Moçambique, através da gestão responsável dos recursos naturais, da integração das comunidades em cadeias de valor agrícolas e florestais, da criação de oportunidades económicas para jovens e pequenos produtores, bem como do fortalecimento da resiliência local face às mudanças climáticas.
O pedido foi apresentado durante a visita de uma missão de alto nível do Banco Mundial a Nampula, destinada a avaliar o grau de implementação e os impactos das iniciativas junto das comunidades locais.
Segundo Abdula, a manutenção destes programas é crucial para criar condições que permitam aos jovens desenvolver pequenas e médias empresas, impulsionando o emprego e o dinamismo económico da província.
“Se não é por minha causa que o projecto está a terminar, peço à senhora directora que nos ajude a assegurar a sua continuidade. Em Nampula, cerca de 60% da população é jovem e grande parte está desempregada. O futuro da província está na agricultura e no agronegócio. Vejo jovens com muitas iniciativas, mas faltam apoios para transformá-las em realidade. Gostaria de contar com este suporte durante a minha governação, porque precisamos de grandes produtores de alimentos numa província que ainda regista elevados índices de desnutrição crónica”, afirmou.
O Governador sublinhou igualmente a importância de prolongar os projectos, destacando a necessidade de capacitar os jovens para melhor aproveitarem as oportunidades.
“Precisamos de investir na formação de recursos humanos. Criar startups sem preparar os jovens não resolve nada. Há ideias inovadoras, mas é necessário oferecer incentivos nos distritos para reduzir a pressão sobre as grandes cidades e criar condições que atraiam os jovens de volta às suas zonas de origem”, observou.
Abdula acrescentou que a maioria dos objectivos definidos pelos projectos foi alcançada, embora algumas infra-estruturas, incluindo estradas construídas com financiamento do Banco Mundial, tenham sido danificadas pelas intempéries que atingiram a província no início deste ano.
“De acordo com os levantamentos, grande parte das obras foi concluída. Contudo, algumas estradas terciárias e outras infra-estruturas foram destruídas pelo ciclone, o que superou os investimentos inicialmente feitos”, explicou.
A missão do Banco Mundial manifestou satisfação com os resultados já alcançados, reconhecendo o contributo dos programas para reforçar a capacidade produtiva local e gerar novas oportunidades para os jovens.
“Durante três dias visitámos várias infra-estruturas e empresas apoiadas pelos nossos financiamentos e estamos satisfeitos com o que vimos. O Banco Mundial está disponível para continuar a apoiar o Governo e a província de Nampula, sobretudo em iniciativas juvenis, que consideramos fundamentais para impulsionar o desenvolvimento e o bem-estar das comunidades”, afirmou Anna Willestein, representante da instituição.
Os sectores da agricultura, estradas e abastecimento de água potável foram destacados como áreas prioritárias, pelo impacto directo que têm na dinamização da economia rural e no fortalecimento do empreendedorismo local. Assane Omar
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