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Famílias residentes nas baixas dos rios Napipine e Nitcuta exigem reassentamento face ao risco de desabamento das casas
Diversas famílias do bairro de Napipine, na cidade de Nampula, que vivem nas zonas baixas banhadas pelos rios Napipine e Nitcuta, exigem o reassentamento para áreas seguras, alegando enfrentar risco constante de desabamento das suas residências devido ao aumento dos caudais durante a época chuvosa.
Com a intensificação das chuvas, os moradores dizem viver momentos de medo e incerteza, receando a destruição das casas e a eventual perda de vidas humanas. Segundo afirmam, a situação repete-se todos os anos, sem que haja uma solução estrutural definitiva por parte das autoridades.
“Quando chove passa muita água. Muitas casas já foram arrastadas pelas águas do rio. Já houve casos de morte. Precisamos de uma ponte. As autoridades municipais estiveram aqui no ano passado e prometeram colocar uma ponte, mas até agora não há nada. Pensámos em mudar, mas não temos condições para ter um bom lugar”, declarou Enriques Paquia, residente nas margens do rio Napipine.
A mobilidade torna-se crítica sempre que chove com intensidade. “Aqui não se passa quando chove. O rio enche muito e as pessoas esperam a água baixar para poder atravessar. Até agora não há nenhum apoio”, afirmou Elisa António, esposa de um dos secretários da área.
“Assim como estão a ver, agora o rio está baixo, mas quando chove a água chega até às casas. Esse rio não é de brincadeira”, advertiu Josefina Mário, também residente nas margens do rio Nitcuta.
Os agricultores que cultivam nas zonas próximas ao leito dos rios estão entre os mais afectados. “Nesta época chuvosa, as hortas são arrastadas pelas águas. Tememos que o rio volte a encher muito”, disse Ester Cristóvão.
Entretanto, nesta segunda-feira, as autoridades administrativas do Município e da cidade de Nampula reuniram-se na segunda sessão do Centro Operativo de Emergência (COE), onde foi revelado que mais de 200 famílias foram afectadas pelas chuvas no distrito de Nampula.
Na ocasião, a directora distrital de Planeamento e Infra-estruturas, Ema Amina Amado, afirmou que ainda não foram realizadas diligências concretas para apoiar as famílias que perderam as suas casas, sobretudo aquelas que vivem nas bermas dos rios. Explicou que o apoio depende da aprovação do plano de execução pelo Município de Nampula e da definição de critérios de priorização dos beneficiários.
A responsável acrescentou que, devido à limitação de recursos, será necessário estabelecer prioridades com base na vulnerabilidade das famílias, reconhecendo que nem todos os afectados poderão ser assistidos de imediato.
Ema Amina Amado apelou ainda às comunidades para abandonarem as zonas de risco e procurarem construir em áreas seguras. Segundo explicou, decorre actualmente um trabalho de sensibilização em coordenação com o Município de Nampula.
“A mensagem que deixo é de continuar a sensibilizar as populações que se encontram em zonas de risco para se retirarem e procurarem construir casas em zonas seguras. Já identificámos possíveis locais de risco e possíveis centros de abrigo. Fizemos levantamento e entrámos em contacto com directores das escolas e responsáveis das igrejas para facilitar, no momento de pico, que as pessoas saibam para onde se direccionar. Estando lá, o Governo fará uma assistência adequada, por haver melhor mobilidade”, concluiu.
Entretanto, enquanto aguardam pela aprovação do plano e pela definição dos beneficiários prioritários, muitas famílias continuam expostas ao risco de novas cheias, numa altura em que a época chuvosa ainda não terminou. Alba Lissa
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