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Edson Macuácua desafia IES a reformar modelo de empregabilidade nas universidades moçambicanas
O Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior no Ministério da Educação e Cultura (MEC), Edson Macuácua, defendeu, em Nampula, a necessidade de uma mudança profunda no modelo de empregabilidade nas Instituições de Ensino Superior (IES), considerando que o actual paradigma já não responde às exigências do país.
O governante falava após uma visita a várias universidades da província, no âmbito da mobilização da comunidade académica e da sociedade civil para participarem nas prioridades estratégicas do sector no presente ano, incluindo a elaboração do Plano Estratégico do Ensino Superior.
Segundo Macuácua, deixou de ser sustentável formar estudantes apenas com a expectativa de integração na função pública, numa altura em que o Estado enfrenta fortes limitações orçamentais e elevado peso da massa salarial.
“O Estado está a ver crescer o número de estudantes graduados, mas desempregados, porque foram preparados para serem empregados no Estado. Porém, o Estado está saturado”, afirmou.
O dirigente alertou que o aumento do número de graduados tem sido acompanhado por níveis preocupantes de desemprego, situação que exige uma revisão dos currículos e das estratégias de formação nas universidades e institutos superiores.
“O Estado não está muito preocupado em admitir novos funcionários, mas sim em redimensionar e até aliviar a pesada carga da sua folha salarial”, sublinhou.
Perante este cenário, Macuácua defendeu que as instituições devem apostar na formação orientada para o empreendedorismo e a inovação. “Dentro das universidades, precisamos repensar os cursos e preparar os estudantes para que possam empreender, inovar, criar emprego e aproveitar melhor as oportunidades e recursos que o país dispõe, transformando-os em negócio, emprego e rendimento”, disse.
Além da empregabilidade, o Secretário de Estado enfatizou a necessidade de elevar a qualidade do ensino superior e alinhar a formação às reais demandas do mercado.
O governante abordou igualmente a importância de aprovar uma lei de investigação científica que ligue a produção de conhecimento à formulação de políticas públicas. “Um país não pode desenvolver-se sem ciência e sem conhecimento científico. Precisamos construir uma sociedade e uma economia baseadas no conhecimento”, afirmou.
Macuácua destacou ainda a relevância das propostas do Estatuto do Docente Universitário e do Estatuto do Investigador Científico, defendendo maior valorização do capital humano no sector.
“Em qualquer organização, o factor humano é o mais importante. A motivação dos docentes é fundamental. Daí a necessidade de termos instrumentos que regulem o estatuto do docente universitário e do investigador científico, evitando tratamentos desiguais e injustos”, frisou.
O governante concluiu apelando às IES a assumirem um papel mais activo na promoção do empreendedorismo, da inovação e na formação de graduados com competências ajustadas às exigências do mercado e aos desafios do desenvolvimento nacional.
“Precisamos que as instituições de ensino superior formem estudantes capazes de transformar oportunidades e recursos do país em negócios, empregos e rendimento”, concluiu. Vânia Jacinto
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