ECONOMIA
Falta de água e energia continua a preocupar comunidades de Nahetje e Natir, em Angoche
As comunidades de Nahetje e Natir, no Posto Administrativo de Nametória, continuam a enfrentar sérias dificuldades no acesso à água potável, energia eléctrica e infra-estruturas básicas, como a ponte destruída pelo ciclone do ano passado, situação que preocupa moradores e líderes comunitários, que apelam à intervenção das autoridades.
Em Nahetje, onde vivem mais de 600 famílias, a população depende de uma única fonte de água, considerada insuficiente para as necessidades da comunidade. Segundo o líder comunitário, Mecussette Ali, a escassez de água afecta directamente o quotidiano das famílias.
“Uma única fonte de água não chega para toda a comunidade. As pessoas passam muito tempo nas filas e, por vezes, recorrem a água não segura”, explicou.
Para além da água, a comunidade enfrenta a falta de energia eléctrica, o que limita o desenvolvimento local. O morador Age José afirma que a ausência de corrente eléctrica aumenta o sentimento de exclusão.
“As comunidades vizinhas já têm energia. Pedimos ao Governo que estenda a corrente até Nahetje para melhorar a nossa vida”, disse.
Em Natir, a população manifesta preocupação com a ocupação de terrenos por uma empresa de processamento de sisal, áreas usadas há vários anos para a agricultura familiar. Um residente, que preferiu não se identificar, teme pelo futuro da produção local.
“Sempre usámos estas terras para produzir comida. Agora não sabemos como será no futuro”, afirmou.
O responsável local, Maurício Saide, confirmou que o assunto já foi apresentado às autoridades competentes e que se aguarda um esclarecimento oficial, defendendo o diálogo entre a comunidade, a empresa e o Governo.
A situação é agravada pelas dificuldades de circulação. A ponte alternativa de Natir, construída após a destruição da ponte principal por um ciclone no início de 2025, continua a oferecer riscos, sobretudo durante a época chuvosa.
“Quando chove, a travessia torna-se ainda mais difícil”, explicou Maurício Saide, acrescentando que o Governo local e a empresa que opera na zona já foram informados.
Enquanto se aguarda uma solução definitiva, os moradores que atravessam a ponte com bicicletas ou motorizadas pagam 20 meticais por travessia, uma medida considerada temporária.
Perante este cenário, as comunidades de Nahetje e Natir apelam a respostas concretas, defendendo a abertura de mais furos de água, a electrificação, a melhoria das infra-estruturas e uma gestão equilibrada da terra, como forma de melhorar as condições de vida e promover o desenvolvimento local. Moniro Abdala, Angoche
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