ECONOMIA
Em meio a vários desafios: Kenmare poderá investir US$ 350 milhões em nova exploração
A mineradora irlandesa Kenmare pretende investir cerca de 350 milhões de dólares para dar início a um novo projecto de exploração na região de Nataca, localizada a 20 km da actual zona de extracção.
Segundo o director da empresa, Gareth Clifton, essa nova área possui recursos suficientes para garantir a exploração por mais 80 anos, tornando-se uma aposta estratégica para a continuidade das operações.
Para viabilizar essa expansão, a Kenmare prevê modificações na sua planta, incluindo a instalação de um circuito de desminagem, essencial para a desactivação controlada das minas, o que minimiza os riscos. Além disso, será necessário adquirir novos equipamentos de escavação, o que eleva os custos do projecto para até 350 milhões de dólares.
Entretanto, essa transição não será simples. Gareth Clifton, director nacional da mineradora, explica que a extracção em Nataca será mais desafiadora devido aos altos níveis de lodo na região.
“A nossa mina em Namiopia já quase esgotou os seus recursos, e temos que mudar para a zona de Nataca. Mas essa nova área tem níveis mais elevados de lodo, e o lodo complica a extracção de minérios pesados. Até ao final deste ano, vamos concluir o processo de desminagem e seguir para Nataca”, afirma Clifton.
Mesmo diante dos desafios operacionais, a Kenmare mantém suas metas de produção. Em 2024, a empresa extraiu quase 1 milhão de toneladas de ilmenite, 50 mil toneladas de zircão e 10 mil toneladas de rutilo. Apesar da queda de 20% nos preços desses produtos nos principais mercados nos últimos 12 meses, a mineradora pretende manter o mesmo nível de produção em 2025. Além disso, a empresa contribuiu com aproximadamente 40 milhões de dólares em receitas para o Estado no ano passado e busca repetir esse desempenho este ano.
No campo da responsabilidade social, a Kenmare já investiu cerca de 20 milhões de dólares desde o início das suas operações, em 2007. No entanto, apesar de ser o maior fornecedor de ilmenite do mundo e o terceiro maior de titânio, a mineradora enfrenta desafios logísticos significativos, especialmente no transporte de insumos e produtos.
“Temos que encontrar formas de garantir que os camiões cheguem até aqui, porque os nossos insumos e cadeias de valor vêm de Nampula e de Maputo, e são transportados por camiões. Precisamos de soluções para manter esse fluxo, principalmente quando as estradas estão fechadas”, explica Clifton. Daniela Caetano
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