ECONOMIA
Crocodilos matam oito pessoas e deixam 14 amputadas no rio Monapo
A Unidade Comunal de Cutuxi, no bairro de Carrupeia, posto administrativo de Napipine, na cidade de Nampula, vive em estado de medo permanente devido aos ataques de crocodilos na barragem do rio Monapo. Só este ano, oito pessoas morreram e entre doze e catorze ficaram amputadas, segundo o secretário comunitário, Albino João, que alerta para a gravidade da situação e para a ausência de soluções por parte das autoridades.
De acordo com o secretário, os ataques são mais frequentes na época chuvosa, quando o volume de água aumenta e a travessia se torna ainda mais perigosa. “Do ano passado para este ano, os casos foram muito graves. Oito pessoas morreram e entre doze e quatorze sofreram ferimentos graves ou amputações”, relatou.
Sem uma ponte, os moradores são obrigados a atravessar o rio em barcos inseguros, pagando entre 50 e 100 meticais por travessia para chegar às machambas ou ao centro da cidade. Para as famílias que vivem nos dois lados do rio, esta travessia é diária — e mortal.
Moradores como Eusébio Mucempo e Mário Assumane descrevem um cenário de insegurança absoluta. “A preocupação é a água e a forma de atravessar. Vivemos longe e precisávamos de uma ponte, mesmo que fosse móvel”, disse Mário Assumane. Acrescentou que, quando o rio enche, atravessar torna-se praticamente impossível, e oportunistas aumentam os preços ou impedem a passagem.
O líder comunitário Arnaldo Jaime afirma que o projecto de construção da ponte foi abandonado após mudanças de liderança local. “Havia um plano para a ponte, mas com a troca de dirigentes tudo parou. Entra outro e já não presta atenção. Com as enchentes e os crocodilos, fica difícil atravessar. Pedimos ao governo que nos dê essa ponte, porque no passado era mais fácil passar”, explicou.
A comunidade diz estar cansada de promessas repetidas em períodos eleitorais, sempre sem resultado. “Prometem ponte em todas as campanhas, mas nunca cumprem”, lamentou Eusébio Mucempo.
Enquanto a promessa de construir a ponte não sai do papel, as famílias continuam vulneráveis, enfrentando mortes, amputações, exploração na travessia e medo constante sempre que tentam cruzar o rio Monapo. Zeferino Jumito
-
SOCIEDADE6 meses atrásUniRovuma abre inscrições para exames de admissão 2026
-
SOCIEDADE2 anos atrásIsaura Nyusi é laureada por sua incansável ajuda aos mais necessitados e recebe título de Doutora
-
CULTURA1 ano atrásVictor Maquina faz sua estreia literária com “metamorfoses da terra”
-
DESPORTO2 anos atrásReviravolta no Campeonato Provincial de Futebol: Omhipithi FC é promovido ao segundo lugar após nova avaliação
-
OPINIÃO2 anos atrásO homem que só gostava de impala
-
ECONOMIA10 meses atrásGoverno elimina exclusividade na exportação de feijão bóer e impõe comercialização rural exclusiva para moçambicanos
-
POLÍTICA11 meses atrásGoverno de Nampula com nova cara: nove novos administradores e várias movimentações
-
OPINIÃO2 anos atrásDo viés Partidocrático à Democracia (Participativa)
