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ECONOMIA

Consulta de urologia no HCN tem espera de seis meses e hospital reforça apelo à prevenção

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O Hospital Central de Nampula (HCN) alertou, esta quarta-feira (26), para a longa demora no atendimento de pacientes com suspeita de cancro da próstata, revelando que a consulta de urologia regista actualmente um tempo de espera superior a seis meses, devido à elevada procura e ao número reduzido de especialistas.

O pronunciamento foi feito pelo director do HCN, Cachimo Molina, durante um evento alusivo ao Novembro Azul, que combinou ginástica aeróbica e uma palestra destinada à sensibilização sobre os cuidados de saúde masculina.

Segundo o director, a demora no atendimento está a comprometer a possibilidade de tratamento eficaz, uma vez que a maioria dos doentes chega ao hospital já em estágios avançados da doença.

“É uma consulta cujo tempo de espera ultrapassa seis meses. Imaginem o que significa para um doente que vem do distrito ou de outra província saber que só será atendido meio ano depois. Muitos saem frustrados e chegam tardiamente, quando já é difícil actuar”, afirmou.

Cachimo explicou que a procura tardia pelos serviços de saúde é um hábito que agrava os riscos.
“O homem, muitas vezes, só aparece na unidade sanitária quando está no último período, quando já pouco podemos fazer. Por isso insistimos que a prevenção deve ser prioridade”, sublinhou.

O responsável recordou que, como hospital de nível quaternário, o HCN tem a responsabilidade de promover informação preventiva e, ao mesmo tempo, responder clinicamente aos casos detectados, recorrendo a cirurgia, quimioterapia e outros tratamentos utilizados nos estágios avançados da doença.

“O cancro da próstata, tal como o do colo do útero, é prevenível se for detectado cedo. A difusão da informação pode salvar vidas”, acrescentou.

O director apelou à população masculina com mais de 40 anos para procurar as unidades sanitárias e realizar o rastreio anual da próstata.

“Precisamos que profissionais de saúde, activistas e líderes comunitários levem esta mensagem às comunidades. A prevenção precoce é a única forma de reduzir o número de casos que chegam tarde aos nossos serviços”, defendeu.

O HCN considera que, enquanto persistirem limitações de recursos humanos na urologia, a redução dos casos graves dependerá sobretudo do rastreio regular e de uma maior consciencialização comunitária sobre a importância da saúde do homem. Jumito Zeferino

 

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