POLÍTICA
Conselho da RENAMO adia sucessão e segura Ossufo
O Conselho Nacional da RENAMO, realizado semana passada em Nampula, terminou sem a esperada manifestação de Ossufo Momade sobre uma eventual saída da presidência do partido, em resposta à pressão dos combatentes. Pelo contrário, as decisões tomadas apontam para um reforço da sua liderança, contrariando sectores que antecipavam um gesto de transição.
Entre as deliberações, destaca-se a proposta de que os congressos passem a ser realizados fora dos anos eleitorais — medida que será submetida a uma consulta de 90 dias nas bases antes da aprovação final. A decisão afasta, por agora, o debate sucessório e dá margem política ao actual líder para permanecer no cargo durante o próximo ciclo.
Embora oficialmente apresentada como um esforço de reconciliação e de disciplina interna, o Conselho Nacional acabou por consolidar a posição de Ossufo Momade. A mensagem de “união na diversidade” e o reforço do regulamento interno funcionam, na prática, como mecanismos para adiar disputas internas e garantir estabilidade em torno do presidente da RENAMO.
O encontro serviu também para reafirmar a necessidade de disciplina e lealdade à instituição. O porta-voz Marcial Macome sublinhou que “os membros do Conselho Nacional definiram e aprovaram por unanimidade que a união na diversidade, o respeito pelos valores da instituição e pela ideologia do partido devem estar acima dos interesses pessoais de qualquer membro. A defesa do bom nome e da honra do partido deve prevalecer acima de qualquer diferendo. Daí que o Conselho Nacional deliberou pela busca constante de diálogo e de consenso entre os membros, procurando meios que satisfaçam as diferenças na diversidade de opiniões, sempre respeitando o princípio da democracia interna do partido.”
Macome acrescentou que a direcção discutiu ainda a situação dos antigos combatentes que, por diferentes motivos, haviam encerrado delegações em várias regiões. A RENAMO considerou tais actos sinais de falta de compromisso e reafirmou que os verdadeiros combatentes permanecem firmes na defesa dos valores e ideais da organização. “Os próprios combatentes levantaram-se e decidiram que ninguém que lutou em nome da RENAMO, que deu a sua vida ou perdeu a juventude pela causa, deixará de lutar pelos seus valores nem encerrará delegações do partido”, declarou.
O porta-voz apelou a que se recorde a causa que levou muitos às matas: a busca pela democracia e pelo bem-estar do povo. “É preciso identificar claramente quem é o inimigo da RENAMO: não são os nossos membros, mas sim aqueles que delapidam a República e empobrecem o povo. É contra esses inimigos que todas as nossas energias devem ser dirigidas, em vez de nos voltarmos uns contra os outros. Quem pretende o bem-estar do partido e do país deverá canalizar os seus esforços nessa direcção”, concluiu Macome. Redacção
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