POLÍTICA
Governador de Nampula vê em Liúpo marcas da fúria popular e pede reconstrução
O governador de Nampula, Eduardo Abdula, afirmou ser urgente reerguer o distrito de Liúpo, marcado pela destruição de infra-estruturas públicas e privadas durante as manifestações pós-eleitorais. Para o dirigente, além da presença do governo local, é fundamental garantir condições físicas que devolvam dignidade ao Estado e confiança às comunidades.
Abdula declarou que o cenário de destruição em Liúpo “faz lembrar as imagens de Hiroshima e Nagasaki”, numa alusão às cidades japonesas devastadas pela bomba atómica em 1945. O governante disse que os escombros ainda visíveis retratam a dimensão da tragédia, mas sublinhou que o distrito não deve chorar pelo passado, e sim lutar para se reerguer.
Segundo o governador, a reabilitação de edifícios públicos deve ser prioridade. “Não basta termos o administrador e a sua equipa no terreno. É preciso espaços condignos para guardar documentos, planificar e gerir o distrito. Reerguer Liúpo das ruínas é uma necessidade urgente”, frisou.
Abdula alertou também para o impacto do estado crítico das vias de acesso. Um trajecto que poderia ser feito em apenas uma hora exige hoje mais de quatro. “Sem estradas transitáveis, Liúpo não pode cumprir o seu potencial. É uma luta que temos de enfrentar juntos”, afirmou.
O governante destacou ainda a Praia de Quinga como uma das maiores riquezas turísticas da província, mas advertiu que, sem electrificação e acessos, não será possível atrair investidores. “Quinga tem condições naturais únicas, mas carece de infra-estruturas para se tornar um pólo turístico de referência”, observou.
O relatório do administrador distrital, César Nacuo, foi elogiado por sintetizar em poucos pontos as principais prioridades: turismo, agricultura, estradas e pontes. “É um documento que vai ao encontro das nossas preocupações enquanto Conselho Executivo Provincial”, disse Abdula.
Na agricultura, realçou-se a mandioca como principal cultura de subsistência e de rendimento. O governador defendeu que, com melhores estradas e apoio técnico, Liúpo pode gerar excedentes capazes de alimentar a província e até outras regiões do país.
Apesar das dificuldades, Abdula apelou à união da população e das autoridades para devolver vitalidade ao distrito. “Não vamos chorar pelo leite derramado. Temos de trabalhar juntos para reerguer Liúpo. É um desafio grande, mas não impossível”, declarou.
O Conselho Executivo Provincial assegurou que irá acompanhar de perto a execução das prioridades locais, da reconstrução de infra-estruturas à dinamização das actividades económicas. Para Abdula, Liúpo deve erguer-se como símbolo de resiliência e renovação em Nampula. Redacção
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