DESPORTO
Confusão, gás lacrimogéneo e empate dramático no clássico entre Ferroviário de Nampula e Desportivo de Nacala
O inicio da terceira jornada do Moçambola 2025 ficou marcada por cenas de grande tensão dentro e fora do Estádio 25 de Junho, onde se defrontaram o Ferroviário de Nampula e o Desportivo de Nacala, num intenso duelo provincial que terminou com um empate a uma bola (1-1).
Confusão à entrada e intervenção da polícia
O jogo, inicialmente agendado para as 14h45, só teve início às 15h00, após um tumulto registado à entrada do estádio. A equipa visitante, o Desportivo de Nacala, foi impedida de entrar durante cerca de 15 minutos, numa acção atribuída ao clube anfitrião, que terá mantido os portões fechados sem explicação plausível.
A situação agravou-se com os protestos dos adeptos de Nacala, inconformados com o aumento do preço dos bilhetes na bancada sol, fixados em 150 meticais. A tensão escalou rapidamente, levando a polícia a recorrer ao uso de gás lacrimogéneo. Muitos adeptos, em fuga, invadiram a tribuna principal. A Unidade de Intervenção Rápida (UIR) foi então mobilizada para repor a ordem e garantir o início da partida.
Futebol: emoção dividida em dois tempos
Com o ambiente controlado, as equipas alinharam.
Aos 21 minutos, surgiu o primeiro golo do encontro: Kabine finalizou com classe uma jogada iniciada por Elias, fintando o guarda-redes Fazito. Um verdadeiro “balde de água fria” para os adeptos do Ferroviário, que viram a sua equipa descer ao intervalo em desvantagem.
Reacção e equilíbrio na segunda parte
O segundo tempo manteve-se intenso. Aos 57 minutos, Abdul Karimo cabeceou para o fundo das redes após cruzamento milimétrico de Chelito, restabelecendo o empate e reacendendo os ânimos nas bancadas.
O Desportivo de Nacala esteve perto de voltar à liderança aos 68 minutos, quando Miguel rematou com potência e a bola embateu com estrondo na trave. Aos 73 minutos, Reginaldo desperdiçou uma ocasião clara para o Ferroviário.
Aos 85 minutos, Kabine ainda ensaiou um remate perigoso, mas Fazito respondeu com uma defesa segura junto ao poste.
Melhor em campo e reacções
Kabine, autor do golo do Desportivo de Nacala, foi eleito o melhor jogador em campo. “O sentimento é de satisfação. Valeu o esforço. Somámos um ponto e agora é continuar a trabalhar”, afirmou.
O técnico do Ferroviário, João Chissano, considerou o empate justo: “As bolas longas não funcionaram, permitimos que o Desportivo explorasse o contra-ataque. Já fizemos quatro jogos e só vencemos um. Aceita-se o empate.”
Por sua vez, Manuel Cassimiro, treinador do Desportivo, foi mais directo: “Viemos para arrancar um ponto. Marcámos primeiro e conseguimos o nosso objectivo. Não quero comentar o golo sofrido, mas vamos continuar a trabalhar.”
Resultado final
Após oito minutos de compensação, o jogo terminou com um empate 1-1, num clássico que combinou futebol vibrante, intervenção policial e uma multidão apaixonada. Foi uma jornada intensa, marcada por rivalidade regional, confusão fora de campo e equilíbrio dentro das quatro linhas. Redacção
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