SOCIEDADE
Comunidade Santo Egídio defende saída negociada para Cabo Delgado
A Comunidade de Santo Egídio defende que o diálogo deve ser a via prioritária para resolver o conflito em Cabo Delgado, que desde 2017 continua a provocar mortes, destruição e deslocamentos em massa. Américo Sardinha, coordenador da organização em Nampula, sublinhou que, apesar da complexidade do cenário, a experiência histórica de Moçambique mostra que a paz é sempre possível quando se procura o que une.
“Todos os conflitos se resolvem pelo diálogo. Acreditamos que, conhecendo as partes e havendo abertura, é possível encontrar caminhos de negociação. O exemplo de 1992 provou que, mesmo em contextos de grande desconfiança e violência, o diálogo foi capaz de reconciliar irmãos e pôr fim a uma guerra devastadora”, afirmou Sardinha.
O responsável lembrou que o Acordo Geral de Paz, assinado em Roma a 4 de Outubro de 1992, foi um marco histórico que transformou a vida do país. “Essa memória não pode ser esquecida. Assim como celebramos a independência, a paz de 1992 deve ser preservada como um património nacional. Mas, enquanto persistirem ataques em Cabo Delgado, não podemos falar de uma paz efectiva”, alertou.
Segundo Sardinha, cada vida perdida nos ataques insurgentes ameaça directamente a paz conquistada há mais de três décadas. “Quando se perde uma vida, é como se perdesse o mundo inteiro. E essas mortes em Cabo Delgado fragilizam a paz colectiva que os moçambicanos construíram com tanto sacrifício”, frisou.
O coordenador destacou ainda que a Comunidade de Santo Egídio tem estado ao lado das populações deslocadas desde o início do conflito, prestando apoio alimentar, de higiene e formação profissional a jovens em Cabo Delgado e Nampula. Para ele, a ajuda humanitária é também uma forma de trabalhar pela paz, mas a solução definitiva só poderá ser alcançada por meio da negociação.
“Não nos resignamos à ideia de um conflito sem saída. Acreditamos que, como no passado, Moçambique tem condições para restaurar a paz através do diálogo e da reconciliação”, concluiu Sardinha, reforçando o apelo à busca urgente de soluções políticas e inclusivas para pôr fim à violência no norte do país. Redacção
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