SOCIEDADE
Morosidade na autorização de estágio leva estudantes da UniLúrio a protestar em frente aos Serviços Provinciais de Saúde
Um grupo de finalistas do curso de Medicina da Universidade Lúrio (UniLúrio) em Nampula, amotinaram-se, esta segunda-feira, em frente aos Serviços Provinciais de Saúde (SPS), exigindo celeridade na tramitação dos documentos que viabilizam o início dos seus estágios profissionais.
Segundo os estudantes, já passaram dois anos desde a conclusão da parte curricular sem que pudessem iniciar a fase prática, situação que compromete a sua formação e o futuro profissional. “Começámos em 2019 e devíamos terminar em 2024. No entanto, continuamos sem estágio. O hospital confirmou a disponibilidade, mas os processos contratuais não avançaram. O estágio dura seis meses e deve ser remunerado, mas até agora nada foi formalizado”, lamentaram os estudantes.
Os jovens finalistas apontam desigualdades de tratamento entre instituições de ensino. Explicam que colegas da Universidade Zambeze e da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), que apresentaram processos na mesma altura, já foram contratados. “Na UniZambeze e na UEM os contratos foram celebrados em duas semanas, enquanto nos pediram apenas para aguardar pela disponibilidade de fundos. Até hoje não houve resposta”, afirmaram.
Antes deste motim, contam os estudantes recorreram ao Gabinete do Secretário de Estado da Província de Nampula, que promoveu encontros de concertação. Como saída temporária, havia sido acordado que os estudantes poderiam iniciar os estágios mediante uma carta de compromisso de honra, enquanto se concluíam os contratos formais.
Contudo, o entendimento não se materializou. “Foi decidido que começaríamos com uma carta de compromisso, mas os Serviços Provinciais de Saúde não avançaram com o processo. Já passaram três meses e continuamos parados, sem respostas para as nossas famílias que perguntam porque não terminamos o curso”, desabafaram os estudantes ao rigor.
“Queremos iniciar imediatamente o estágio. Temos metas académicas a cumprir e responsabilidades perante quem acreditou na nossa formação. Era para terminarmos no ano passado, mas até hoje não iniciámos”, dizem os finalistas sublinhando que a acção pacífica visou apenas pressionar as autoridades a desbloquear o impasse..
Enquanto aguardam por uma solução definitiva, os finalistas dizem viver em clima de incerteza e frustração. “Já explorámos todas as vias possíveis para resolver esta situação, mas até agora não houve resposta. Queremos apenas concluir o último passo da formação e servir o país. Esta espera tornou-se insuportável”, concluíram. Assane Júnor
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