SOCIEDADE
Chegam apoios aos estudantes da UniRovuma que denunciaram escândalos sexuais e venda de notas
Organizações da sociedade civil moçambicana estão a manifestar publicamente a sua solidariedade e apoio aos estudantes da Universidade Rovuma (extensão de Montepuez), que denunciaram actos graves de assédio sexual e corrupção académica. Entre as entidades que se juntam ao movimento destacam-se a Associação Kóxukhuro, o Movimento Solidário, a Galamukani e outras organizações defensoras dos direitos humanos e da justiça social.
Num comunicado conjunto, estas organizações expressam “profunda solidariedade para com os estudantes” e apelam ao Estado Moçambicano para que actue com firmeza, promovendo uma investigação célere, imparcial e rigorosa. Exigem igualmente a responsabilização legal dos presumíveis agressores, a reparação dos danos causados às vítimas e a introdução de reformas institucionais para prevenir a repetição destes actos.
“O que veio a público é grave, mas infelizmente não é novo. Trata-se de um problema estrutural, onde o poder é muitas vezes usado para silenciar, explorar e perpetuar injustiças. Saudamos a coragem dos estudantes que romperam o silêncio. Vocês não estão sozinhos”, lê-se na nota das organizações.
As organizações signatárias reconhecem que a suspensão ou cessação de funções dos docentes acusados constitui um primeiro passo necessário, mas consideram que está longe de ser suficiente. “A justiça só será alcançada com acções firmes que garantam a verdade, a reparação e a dignidade das vítimas”, acrescenta o documento.
O movimento alerta ainda para o risco de intimidação e represálias contra os estudantes denunciantes, apelando à vigilância activa da sociedade civil e das instituições. “Devem ser activados mecanismos de protecção. É possível que tentem silenciá-los ou desacreditá-los. Não podemos permitir que quem se levanta por justiça seja tratado como inimigo. Esses estudantes devem ser protegidos e não esquecidos”, adverte a nota.
Como forma de acção cívica e mobilização nacional, foi lançado um abaixo-assinado aberto à adesão de organizações e cidadãos interessados, visando reforçar a pressão para que o Estado cumpra os seus compromissos enquanto signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos e garanta um ambiente educativo seguro e livre de violência. Faizal Raimo
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Eurico Alfredo Samaritano Sadique
Junho 13, 2025 at 11:38 am
Queremos sim, uma sociedade académica justa, profissional e de reconhecimento a nível nacional e, porque não internacional? Com a corrupção e assédio, muita capacidade de estudantes é escondida, o conhecimento é pisado e valorizado quem tem valor no bolso e não tem valor na cabeça… O passo dado de identificação dos envolvidos é vantajoso mas, não se pode parar até que os mesmos não façam mais parte do quadro do pessoal da universidade rovuma e não só esses, a investigação não pode parar, até que possam limar toda erva da ninha disfarçada em docentes corruptos, assediadores, ladrões, pessoas de má conduta profissional.
ANAMALALA.
E aos estudantes, que haja união entre eles, entre nós, para que possamos recuperar a dignidade da nossa universidade, para que possamos recuperar a integridade na sociedade. Vamos eliminar o silêncio e vamos combater isso, se for a mostrar a cara, vamos mostrar de que não queremos a corrupção, não faz parte do nosso plano curricular e nem o assédio…
Mandem embora esses ladrões, sem vergonhas.
POR UMA UNIVERSIDADE LIVRE, JUSTA E EQUITATIVA. (Queremos de volta a qualidade, excelência e referência)✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿