SOCIEDADE
Chama da Unidade reacende compromisso feminino pela paz em Moçambique
As mulheres de Nampula consideram a Chama da Unidade um símbolo vivo de esperança para restaurar a harmonia entre os moçambicanos, sobretudo entre aqueles que, no período pós-eleitoral do ano passado, se envolveram em actos de violência ou se afastaram do diálogo nacional.
Para elas, o lançamento da tocha representa mais do que um ritual cerimonial, mas um apelo à reconciliação, à paz duradoura e à reconstrução da confiança nacional.
Helena Ambrósio, docente universitária e especialista em Gestão de Recursos Humanos, acredita que a Chama da Unidade reforça a ideia de que Moçambique é, por natureza, um país uno e indivisível, do Rovuma ao Maputo. Para ela, a verdadeira união não depende de símbolos, mas do compromisso colectivo com a paz e a coesão social.
“Acredito que o país já está unido; o que existe é apenas um grupo de pessoas que se afastou dos planos do governo central. A tocha vem reafirmar que Moçambique é uno e indivisível. A mulher deve estar à frente deste processo de união, pois, como mãe, esposa e guerreira, tem o dever de promover a paz e não a destruição. Um país sem união não é um verdadeiro Estado; é apenas uma nação sem rumo”, afirmou Helena Ambrósio.
Ana Mulale, professora com mais de trinta anos de experiência, partilhou a sua visão sobre o papel das mulheres na construção da unidade nacional. Segundo ela, apesar de o processo ser difícil, tal como numa família, as mães devem ser as primeiras a orientar os filhos para o caminho da paz e do entendimento.
“A Chama da Unidade vem lembrar-nos da importância de permanecermos unidos. O papel das mães é ensinar os filhos a distinguir o certo do errado, promovendo sempre a harmonia entre eles para um futuro promissor em Moçambique”, disse Ana.
Dina Alberto, agente reguladora de trânsito reformada, defendeu que os principais desafios que Moçambique enfrenta hoje dizem respeito à conquista da independência económica e à pacificação social. Para ela, mais do que um simples movimento comemorativo dos 50 anos da Independência, os 79 dias de circulação da Chama da Unidade pelo território nacional devem ser encarados como uma oportunidade de reflexão profunda sobre o estado actual do país, independentemente das diferenças partidárias ou étnicas.
“A Chama da Unidade simboliza a necessidade de união entre todos os moçambicanos. Espero que este gesto inspire cada cidadão a ultrapassar as divisões políticas, étnicas e religiosas, e a colaborar activamente para enfrentar os desafios económicos e sociais que o país atravessa”, declarou Dina. Daniela Caetano
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