ECONOMIA
CESC diz que a corrupção travou o desenvolvimento nos últimos 50 anos
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) afirmou esta quinta-feira, em Nampula, que a corrupção continua a ser o principal bloqueio ao desenvolvimento local em Moçambique, defendendo mais transparência, participação cidadã e rigor na gestão das finanças públicas.
A posição foi apresentada durante as Conversas Críticas sobre os 50 Anos de Gestão das Finanças Públicas e Desenvolvimento Local, uma iniciativa do CESC realizada no âmbito do Projecto Pró-Cívicos e Direitos Humanos, implementado pelo consórcio IMD, CESC, MASC e CDD, com financiamento da Embaixada da Finlândia em Moçambique.
A directora executiva da organização, Fidélia Chemane, sublinhou que a corrupção permanece como o maior entrave ao progresso das comunidades.
“Sabemos que o principal calcanhar de Aquiles é a corrupção e conhecemos as suas consequências. A corrupção é um obstáculo direto ao desenvolvimento local. Combatê-la significa tornar orçamentos mais transparentes, reforçar mecanismos de controlo, ampliar a voz da sociedade civil e garantir que a riqueza nacional beneficia os próprios moçambicanos segundo as suas prioridades. Mas, acima de tudo, é construir uma cultura de integridade.”
A responsável alertou que restaurar a confiança dos cidadãos nas instituições exige um compromisso firme com essa cultura de integridade.
“Uma cultura de integridade pode gerar novos valores num momento crítico em que estamos a viver um afastamento e uma desconfiança dos cidadãos relativamente às instituições.”
No encontro, o CESC reforçou que a gestão das finanças públicas deve ser compreendida como uma responsabilidade de todos os moçambicanos, e não apenas de especialistas.
“Parece sempre que estamos a falar de qualquer coisa que só diz respeito aos economistas. Mas é um assunto de todos e de todas, porque não há virtude maior de um Estado senão a preocupação com o bem comum e o bem-estar da sociedade.”
A organização destacou também a importância da monitoria social, da literacia orçamental e da participação comunitária para garantir um sistema público mais responsável.
“O conhecimento sobre a gestão das finanças públicas deve circular, e os dados devem servir para decisões participativas. Só assim podemos ampliar um movimento nacional por uma gestão mais transparente e orientada ao bem-estar.”
Fidélia Chemane concluiu apelando ao compromisso colectivo para fortalecer a governação pública.
“Uma boa gestão das finanças públicas pode ajudar Moçambique a solucionar problemas, gerar mudanças significativas e garantir o bem-estar de todos. O futuro do país depende da forma como gerimos os nossos recursos hoje.” Vânia Jacinto
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