CULTURA
Casa da Cultura continua pública e aberta aos artistas, garante a Direcção da Cultura e turismo
A Direcção Provincial da Cultura e Turismo de Nampula assegurou que a Casa da Cultura não foi privatizada e continua acessível aos artistas, contrariando reclamações que têm circulado sobre um alegado afastamento dos criadores daquele espaço cultural público.
Neste contexto, a posição das autoridades culturais surge em resposta à acusação do Grupo Intermédia, que, numa reportagem recente, denunciou que a Casa Provincial da Cultura de Nampula teria deixado de cumprir a sua missão pública, passando a funcionar, na prática, como um espaço privatizado e inacessível aos artistas, apesar de se tratar de uma infra-estrutura estatal vocacionada para a promoção cultural.
Segundo o grupo, a alegada restrição de acesso teria ocorrido mesmo em situações em que os artistas afirmam possuir autorização prévia da Direcção Provincial da Cultura e Turismo, denúncia que é agora rejeitada pelas autoridades do sector.
Em declarações ao Jornal Rigor, a directora provincial da Cultura e Turismo, Jamila Bicá, explicou que a Casa da Cultura foi concebida para acolher actividades artísticas e culturais, incluindo ensaios e apresentações, sublinhando que os pedidos submetidos pelos artistas têm sido autorizados, dentro das possibilidades operacionais e do calendário da instituição.
Segundo a responsável, o acesso ao espaço depende essencialmente de autorização prévia e de articulação de horários, uma vez que na Casa da Cultura funcionam também projectos permanentes e outras iniciativas, o que exige coordenação para evitar a sobreposição de actividades.
Jamila Bicá esclareceu ainda que a Casa da Cultura dispõe de autonomia administrativa e financeira e funciona com base num regulamento interno que prevê a rentabilização de alguns espaços, incluindo o aluguer, sem que tal retire prioridade às actividades artísticas e culturais. “A nossa prioridade são sempre os artistas e a cultura”, frisou.
A directora garantiu, por outro lado, não haver registo de pedidos recusados para utilização da Casa da Cultura para fins artísticos, apelando aos criadores a procurarem a direcção da instituição para obter informação clara sobre os procedimentos formais de acesso.
As autoridades culturais consideram, por fim, que este esclarecimento é fundamental para evitar desinformação e preservar a Casa da Cultura como um espaço público de promoção artística, num momento em que o sector cultural procura recuperar a sua dinâmica após períodos de instabilidade. Redacção
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