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SOCIEDADE

ASAC promove reflorestamento de mangais em Mecúfi e capacita comunidades para a sustentabilidade ambiental

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MECÚFI, CABO DELGADO – 2 de Maio de 2025 — A Associação Social de Apoio Comunitário (ASAC) realizou uma importante acção de reflorestamento de dois hectares de mangal na comunidade de Natuko, distrito de Mecúfi, província de Cabo Delgado. Integrada no Projecto Clima de Mudança, a iniciativa vai além da intervenção ambiental — representa um compromisso directo com a protecção dos ecossistemas costeiros e com a valorização das comunidades mais vulneráveis de Moçambique.

O Projecto Clima de Mudança é financiado pela ICEI – Instituto de Cooperação Económica Internacional, através de fundos da União Europeia, e tem como objectivo fortalecer a resiliência climática das comunidades locais por meio do reflorestamento e da gestão sustentável das florestas de mangais.

Antes da intervenção no terreno, a ASAC promoveu uma formação intensiva dirigida à população local, da qual resultaram 16 activistas capacitados, agora preparados para liderar e dar continuidade às acções de conservação ambiental. O coordenador da ASAC, Chame Chame, destaca que a sustentabilidade está no centro da abordagem da organização:

“Nós acreditamos na acção directa junto das comunidades. A nossa missão é proteger o bem-estar das populações mais vulneráveis e, ao mesmo tempo, ajudá-las a gerir de forma sustentável os seus recursos naturais.”

Durante a formação, os participantes aprenderam todas as técnicas essenciais de plantação de mangal — desde a selecção das espécies mais apropriadas, à construção de viveiros e à aplicação do distanciamento ideal entre mudas, condição fundamental para garantir o crescimento saudável e a regeneração eficiente do ecossistema.

O envolvimento da população gerou não apenas aprendizagem, mas também esperança. Um dos participantes da acção afirmou com entusiasmo:

“Agora estamos esperançados. Já estamos a dar passos para proteger os nossos mangais, e isso vai nos ajudar a enfrentar as mudanças climáticas e os ciclones que atingem o distrito.”

Os mangais, como explica Chame Chame, são muito mais do que árvores costeiras — são ecossistemas vivos e estratégicos para o equilíbrio ambiental:

“Essas áreas são responsáveis pela reprodução de várias espécies marinhas, incluindo o camarão, e garantem o sustento de centenas de famílias que vivem da pesca artesanal. Reflorestar o mangal é investir na segurança alimentar e na vida marinha que sustenta estas comunidades.”

O projecto procura também transformar consciências e práticas locais, promovendo o uso sustentável dos recursos naturais e combatendo a degradação ambiental provocada por práticas como o corte indiscriminado de madeira ou a expansão urbana desordenada.

Hoje, graças ao trabalho da ASAC, a comunidade de Natuko encontra-se mais preparada e mobilizada. Os activistas formados tornaram-se verdadeiros guardiões do território, liderando actividades de educação ambiental, restauração ecológica e promoção de práticas sustentáveis. A experiência demonstra que o investimento em conhecimento local e participação comunitária é chave para a protecção duradoura dos ecossistemas.

Com o reforço de acções como esta, a ASAC afirma-se como uma referência em iniciativas de base comunitária voltadas à justiça ambiental, resiliência climática e bem-estar social. A intervenção em Natuko mostra que a conservação dos mangais pode ser integrada ao quotidiano das comunidades costeiras, transformando-se num pilar de desenvolvimento local e de convivência harmoniosa com a natureza. Redacção

 

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