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Angoche: Construção do hospital em Namawe reacende esperança de partos seguros e fim das longas distâncias
Com um investimento de milhões de meticais pela empresa Haiyu Mozambique Mining, Co. Lda, no âmbito da sua responsabilidade social, está em curso, em Namawe, a construção do maior centro de saúde local, do Tipo II, com maternidade incluída, reacendendo à esperança de milhares de famílias que, durante décadas, enfrentaram situações dramáticas de falta de assistência médica, principalmente no momento do parto.
Trata-se de uma conquista há muito aguardada, especialmente pelas mulheres da comunidade, que em diversas ocasiões deram à luz em casa, longe do hospital de Angoche, distante há 12 km.
O drama vivido pelas famílias de Namawe ao longo dos anos ganha voz nas palavras de Alberto Selemane, secretário do bairro, que lembra com emoção as dificuldades enfrentadas por mulheres grávidas da região. “As nossas mulheres grávidas passam por inúmeras dificuldades quando chega o momento do parto. Somos obrigados a fazer longas distâncias até ao Hospital Rural de Angoche, o que não tem sido nada fácil”, lamenta.
Para além dos desafios diários, Selemane carrega marcas pessoais profundas: “Já perdi um familiar por não haver hospital por perto. E eu próprio, em 2008, tive um filho que nasceu no caminho, porque não conseguimos chegar a tempo.”
O novo centro de saúde em construção, representa, para a comunidade, não apenas uma infraestrutura, mas uma esperança real de dias melhores. Para Selemane e muitos outros, trata-se de uma conquista que poderá salvar vidas e restituir a dignidade a centenas de famílias que há décadas clamam por cuidados médicos acessíveis.
A construção do hospital está a ser recebida com alegria e alívio por toda a comunidade, que há décadas convive com a ausência de serviços básicos de saúde. Muazena João, moradora do bairro de Namawe, expressou o sentimento colectivo com palavras simples, mas carregadas de esperança:
“Esse hospital vai servir para todos, em todas as comunidades. O nosso sofrimento vai acabar.”
Para Muazena e milhares de outros habitantes, a nova unidade representa muito mais do que paredes e equipamentos — simboliza dignidade, segurança e o direito de viver com mais tranquilidade. “Hoje, uma grávida tem que sair de madrugada, às vezes sem transporte, para chegar ao Hospital Rural de Angoche. Muitos não chegam. Com este hospital aqui mesmo, tudo vai mudar”, acrescentou outro residente.
A alegria é visível nos rostos e nas conversas da comunidade, que acompanha diariamente o avanço das obras como quem observa o desabrochar de uma nova era. O Centro de Saúde Tipo II com maternidade não só promete salvar vidas, como também resgatar a confiança da população no futuro da sua terra.
Segundo as autoridades de saúde, a nova unidade permitirá descongestionar o Hospital Distrital de Angoche e reduzir os riscos de mortes evitáveis.

“Este hospital vai trazer muitas vantagens para nós”, testemunhou Saltima Daniel.
“Se Deus nos ajudar a concluir essa construção, vai aliviar muito as nossas vidas. Com o hospital por perto, vamos poder regressar a casa em segurança, sem andar de noite”, acrescentou Clara Vicente.
Energia muda o quotidiano da comunidade
A construção do hospital está a ser acompanhada pela expansão da rede eléctrica, uma das transformações significativas que já começou a melhorar o dia-a-dia das famílias de Namawe.
“Antes da energia, ficávamos às escuras e sentíamos saudades de beber água gelada. Agora já temos frigorífico, televisão, e não precisamos de ir à casa do vizinho para assistir televisão. Isso, para mim, é uma grande valia”, afirmou Alberto Selemane.
Para muitos, a energia eléctrica não representa apenas conforto, mas dignidade. É o início de um novo ciclo, em que os serviços básicos chegam finalmente à comunidade, onde as mães podem sonhar com partos seguros e os filhos com um futuro melhor.
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