SOCIEDADE
Água que se bebeu entre Janeiro e Abril em Nampula era turva, admite AURAS
A Autoridade Reguladora de Água e Saneamento (AURAS) reconheceu que a água distribuída à população da cidade de Nampula nos primeiros meses do ano apresentou turvação, consequência das chuvas intensas registadas entre Janeiro e Abril. A revelação foi feita pelo coordenador técnico regional da instituição, Jorge Matola, que garantiu, no entanto, que a situação está actualmente controlada e que a água consumida é segura para a saúde pública.
Segundo explicou, a alteração na coloração resultou de fenómenos naturais e estruturais. “Tivemos momentos que não eram muito bons devido às chuvas de Janeiro, Fevereiro, Março e Abril. A qualidade da água não era satisfatória, mas depois de um trabalho de inspecção feito pela entidade que gere o abastecimento nas cidades, conseguimos resolver o cenário e hoje posso dizer com segurança que a água fornecida é boa e inofensiva para a saúde pública”, afirmou.
Matola acrescentou que a turvação é um parâmetro físico, influenciado por poeiras, areias e resíduos que se acumulam nas albufeiras após as chuvas. Apesar de afectar a aparência, o problema é reversível com o tratamento adequado. “A água não tem cor nas suas características, mas há factores que influenciam a coloração. O importante é garantir a presença de cloro, que neutraliza os micro-organismos”, sublinhou.
Para além das chuvas, a erosão urbana e as constantes rupturas em tubagens expostas foram apontadas como causas adicionais. “Quando o abastecimento não é contínuo, cria-se pressão negativa e resíduos acabam por entrar nas tubagens. Isso afecta a coloração final da água, mas com o tratamento adequado conseguimos assegurar que ela seja potável”, explicou.
Ao nível internacional, observou o coordenador da AURA, existem parâmetros claros sobre a turvação da água, definidos pela Organização Mundial da Saúde e incorporados também na legislação moçambicana, que estabelecem limites aceitáveis mesmo em casos de alteração da coloração. Esses padrões funcionam como balizas que garantem que, ainda em cenários críticos, a água tratada continue própria para consumo humano.
Recorde-se que, durante aquele período, Nampula registou surtos de cólera e outras doenças de origem hídrica. Embora as autoridades de saúde tenham defendido publicamente a qualidade da água, a admissão da AURA vem confirmar que a turvação afectou o produto fornecido à população.
Matola reiterou que a situação está agora estabilizada e assegurou que a AURA continuará a fiscalizar a qualidade da água distribuída, de modo a prevenir episódios semelhantes. “Os desafios são grandes, mas o nosso compromisso é garantir que a população tenha acesso a água de qualidade, mesmo em períodos críticos”, concluiu. Assane Júnior
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