OPINIÃO
Conversão e amor divino de santo Agostinho
Nesta data, 28 de agosto, celebramos a solenidade de santo Agostinho, bispo africano, um dos modelos de autêntica conversão e amor a Deus. Vamos portanto refletir alguns trechos de uma das famosas obras: as Confissões.
Esta obra é recomendada para quem gostaria de fazer uma caminhada espiritual e de conversão a Deus.

Agostinho abre seu coração e seu baú humano para autodeclarar-se pecador em busca de santidade.
O caminho percorrido por santo Agostinho indica o desejo humano de encontrar o seu Criador.
Em espírito de arrependimento por ter encontrado Deus muito tarde, Agostinho diz:
“Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei!”
Porque Agostinho procurava Deus onde não se encontrava, em aparências de verdades e prazeres humanos, ele declara: “Eis que estavas dentro e eu, fora. E aí te procurava e lançava-me nada belo ante a beleza que tu criaste. Estavas comigo e eu não contigo. Seguravam-me longe de ti as coisas que não existiriam, se não existissem em ti”.
Deus que habita no íntimo daquele que Ele criou, se revela na hora que menos se espera. Deus habita no íntimo dos nossos corações. Por isso, exige um percurso para descobrir que Deus está perto de nós como fez santo Agostinho.
Quando Agostinho se encontra nas trevas, enganado pelo maniqueísmo, convencido desse ensinamento, Deus o surpreende e chama seu servo:
Chamaste, clamaste e rompeste minha surdez, brilhaste, resplandeceste e afugentaste minha cegueira.
Quando menos esperava, Agostinho é arrebatado, é arrastado das trevas para luz e Deus rompe a barreira que outrora se estabelecia. Agostinho sente que já se encontra em nova etapa que jamais imaginou que estaria. Agora já não é mais surdo nem cego porque já foi curado.
Agostinho alcança a cura interior. Por isso, quem passava perto dele, quem lê as Confissões sentia o perfume de Deus e agora percebe que Deus fez maravilhas na vida do pecador arrependido. Segundo a confirmação do próprio santo, agora está banhado de perfume: “Exalaste perfume e respirei. Agora anelo por ti. Provei-te, e tenho fome e sede. Tocaste-me e ardi por tua paz”.
Se antes Agostinho tinha fome e sede das coisas humanas, agora tem fome e sede de Deus. Agora já faz parte dos bem-aventurados, os ditosos que têm fome e sede de justiça.
Agora já não perde tempo com coisas supérfluas.
Que descoberta magnífica!
Oxalá que em algum momento, também sejamos libertados do consumismo e saibamos sentir fome e sede de Deus a exemplo de Agostinho.
Hoje, mais do que nunca, somos convidados a ler, meditar e seguir o testemunho de santo Agostinho, pois carecemos de homens e mulheres com autenticidade e integridade. Os poucos que surgem, são ridicularizados porque o mundo não aguenta ver alguém brilhando desse amor de Deus impregnado na pessoa humana.
O demônio se entristece quando descobre que já sentimos fome e sede de Deus, porque o reino do mal perde seus membros.
Nos esforcemos na luta contra o relativismo ético e espiritual para que Deus se revele em nós como a verdadeira fonte de amor e felicidade.
“Tarde te amei”, pois muitas vezes perdemos tempo amando o que suca nossas forças e nos distancia do amor de Deus que preenche o vazio provocado por prazeres temporais e limitados.
“Tarde te amei” porque agora podemos descobrir o verdadeiro amor e não devemos largar para que em nós brilhe nos nossos rostos Aquele que se revela como o Criador, Aquele que toma a iniciativa, mas respeita e espera a resposta humana quando diremos: “agora minha alma pode descansar em paz porque já repouso no colo de Deus”.
“Curador das Almas”
Servo inútil, Pe. Kwiriwi, CP
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