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OPINIÃO

Amigos que não são amigos: Uma reflexão sobre as amizades no mundo actual

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Vivemos num tempo em que a palavra “amigo ou amiga” perdeu, em muitos contextos, o seu verdadeiro sentido. No passado, a amizade era um valor sagrado, uma extensão da família, um espaço de confiança e refúgio. Hoje, no entanto, vemos crescer uma realidade preocupante: “amigos que não são amigos”, que caminham ao nosso lado com intenções ocultas, motivados pela inveja, ódio, conveniência ou pura falsidade.

No nosso país, estas situações são cada vez mais visíveis. Há “amigos” que te aproximam quando tens “tako” ou cargo de chefia. Mas, basta perderes tudo isso, desaparecem como se nunca tivessem estado ao teu lado. Existem amigos que visitam tua casa, conhecem tua esposa ou marido, e mesmo assim, tramam contra ti, sem qualquer respeito pelos laços criados. Outros ainda, escondem oportunidades de trabalho, de promoção no serviço, cursos ou concursos porque não querem ver o “amigo ou amiga” subir. Será que esses são teus amigos?

O filósofo italiano Nicolau Maquiavel já dizia, na sua famosa obra “O Príncipe”, que “os aliados (amigos) de hoje podem ser os inimigos de amanhã”. Essa afirmação ganha vida no nosso dia a dia. Quantas vezes confiamos em alguém, abrimos o coração, partilhamos sonhos e segredos, apenas para descobrir, mais tarde, que essas informações foram espalhadas por quem jurava lealdade? Quantas amizades começaram com sorrisos e terminaram com traições?

A verdade é que a amizade verdadeira está a escassear. Vivemos rodeados de sorrisos forçados, palmadinhas nas costas e elogios fingidos, mas com intenções escondidas. Precisamos desenvolver a capacidade de observar, com calma e discernimento, quem realmente merece o nosso afecto e confiança. Um verdadeiro amigo alegra-se com o nosso sucesso, chora com a nossa dor, e caminha connosco mesmo quando tudo está difícil.

Não quero dizer que devemos perder a esperança na amizade que temos hoje, mas sim devemos aprender a filtrar. Pois nem todos são falsos. Mas, confiar cegamente é dar armas a quem, um dia, pode nos atingir. Se tens ao teu lado um amigo ou uma amiga que se alegra com tuas vitórias, com seu desenvolvimento pessoal, que te corrige com amor e que está presente mesmo sem interesses, valoriza essa pessoa. Os falsos amigos são muitos, mas os verdadeiros, embora raros, existem — e são tesouros que devem ser bem guardados. Meu irmão, tu tens bons amigos? Minha irmã, tuas amigas são verdadeiras?

 

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