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OPINIÃO

A vida e o tempo: uma disputa de invencibilidade

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A vida e o tempo  estão em constante disputa. Nem um nem outro quer ser vencido. No entanto, alguém vai ter que ceder.

Muitas vezes escutamos alguém a dizer que está sem tempo?

A pergunta é: está sem tempo de quê? Está sem tempo para quem e o que gostaria com esse tal tempo?

Cada um deve ter observado que quando uma pessoa vai ao médico que pede ao paciente para  tomar um determinado remédio durante uma semana e caminhar trinta minutos por dia, conseguirá se organizar para não falhar com o compromisso?

O problema não é o tempo. Quem cria o problema ao tempo e à vida, somos nós que tempos que aprender bastante.

A pessoa motivada e ciente de que deve cuidar de sua saúde, seguirá as orientações do médico. Fará mudanças e  tomará decisões profundas e significativas.

Entretanto, encontramos muitas pessoas a se desculparem cada manhã por alegada falta de tempo.

Sendo sinceros, a vida e o tempo sempre tiveram uma boa amizade porque cada um saber dos seus limites: onde começa e onde termina. Nunca houve interferência na vida de um e do outro porque a vida continuará a vida e o tempo continuará sendo o tempo.

O que está em jogo quando dissemos que não temos tempo?

O dia começa e oferecemos 24 horas. O tempo marcado pelo relógio será encaixado dentro das nossas vidas e nossa vida para passar na medida que também o tempo vai passar.

A incapacidade de perceber que o problema não é o tempo, mas somos nós que não nos organizamos de acordo com o tempo, pode nos levar às decepções e frustrações.

A vida na terra começa  quando estamos no seio das nossas mães e vai até o último suspiro. Com a morte, acaba a preocupação com o problema do tempo.

Deveríamos estar cientes de que nos primeiros anos das nossas vidas, alguém cuidará de nós.

Na adolescência, os pais se dedicam a nos ensinar o uso racional do tempo.

A incompreensão sobre o tempo é maior na adolescência e na juventude porque ou somos ingênuos pensando que o tempo será nosso, uma eternidade, ou inocentes porque queremos aproveitar o tempo da nossa forma.

Quando atingimos a maioridade percebemos que o tempo voou. Gostaríamos de ter estudado mais, viajado mais, brincado mais, conversado e nos divertido mais com amigos e familiares. Porém, por falta de gestão do tempo, nem um nem outro compromisso vivemos plenamente.

Passamos a adolescência e a juventude nos desculpando. A vida vai e o tempo vai. O que afinal fica se os dois (vida e tempo) vão?

Chegamos a idade adulta e nos prometemos ser melhores como pessoas, como profissionais, como amigos e companheiros, mas não lembramos que o esforço pode ser inválido se não formos melhores, primeiro para nós e nos deliciarmos da nossa própria companhia para abrir o banquete aos outros.

As nossas desculpas vão embora porque a vida e o tempo continuarão invencíveis.

O nosso fechamento ou isolamento vai porque não nos abrimos para ninguém enquanto a vida e o tempo estavam ao nosso favor.

Nossas manias vão porque não entendemos que a vida não é sobre manias porque o tempo irá sufocá-las.

Nossas inseguranças e medos irão embora porque a vida não é sobre o medo, pois a vida é para ser vivida plenamente. O tempo foi feito para que a vida tenha significado.

Enquanto perdemos o tempo em busca de insignificâncias, a vida vai se limitando, indicando a nossa mortalidade como passagem ou como os outros dizem (biologia), w cessação das funções vitais.

Claro que os imortais,  a vida e o tempo continuarão porque têm a invencibilidade.

A riqueza e a pobreza passarão porque ninguém se encarrega com a riqueza e pobreza de alguém. Enquanto a vida dá rumo às coisas,  o tempo vai moldando o que somos.

A beleza vai sumindo porque a sua limitação é determinada pelo tempo. Não há nenhuma cirurgia plástica que irá aguentar com o tempo. Se insistimos, o rosto ficará tão puxado que passaremos a ser outra coisa porque só a vida e o tempo são invencíveis.

O coração sensível passa porque enquanto o sangue pulsa, o coração se abra para alegrar a vida e o tempo na companhia dos outros. Na verdade, só com os outros saberemos que de fato somos vivos e daremos novo perfume a nossa essência.

E o que é essência senão aquilo que nenhuma difamação apagará por ser o que somos e seremos.

As oportunidades de estudar, se formar e trabalhar vão porque nenhuma porta do tempo se abre por duas vezes. Ou seja, só hoje, que será, por exemplo, dia 22 de julho de 2025. Desde a introdução do que chamamos data, nunca houve um dia como hoje. Por isso, este dia já é e será com suas vinte e quatro horas invencíveis porque se fosse algo que volta, não teria nenhuma ferida. Continuaria intacto. Se aproveitamos ou não, depende de nós. Mas o que estava previsto para nos oferecer, já passou e passará.

É interessante lembrar que as chances que a vida e o tempo nos oferecem têm suas limitações porque só temos uma noite, uma manhã e uma tarde.

Quando chegamos à velhice, olhamos para trás e percebemos que não passamos de simples peregrinos perdidos nas nossas lutas e não soubemos que poderíamos ser felizes.

Chegaremos a certo ponto quando a saudade daquilo que nunca fomos será mais e carregamos  a decepção de não termos sido nós mesmos.

A vida e o tempo continuarão invencíveis porque não pertencem a ninguém embora nos inserimos neles.

Não tenhamos medo de viver nem  podemos atropelar o tempo porque só nos que somos peregrinos cujo sentido será dado da forma como encaramos cada dia e cada chance.

Vamos viver e sermos felizes sem desculpas por causa do tempo por que a vida e o tempo continuarão invencíveis.

 

 

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