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SOCIEDADE

Enfermeiros denunciam precariedade nos hospitais de Nampula e apelam por melhores condições de trabalho

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A Ordem dos Enfermeiros em Nampula denunciou, esta segunda-feira, 12 de Maio, a grave precariedade das condições de trabalho em várias unidades sanitárias da província, onde os profissionais enfrentam diariamente enormes desafios para atender os utentes do sistema de saúde público. A denúncia foi feita durante as celebrações do Dia Internacional do Enfermeiro, marcadas por apelos a uma intervenção urgente do Governo.

“Os constrangimentos são vários, desde condições humanas, materiais e de trabalho em geral”, lamentou a delegada provincial da Ordem dos Enfermeiros, Nucha Fonseca, que alertou para o desgaste físico e emocional a que os profissionais estão expostos. A falta de pessoal é um dos problemas mais críticos. “O rácio ainda está muito aquém do desejável: o ideal seria, pelo menos, um enfermeiro para cada mil habitantes. Mas acreditamos que, com os institutos e faculdades a formar novos quadros, este défice será superado”, afirmou.

A delegada revelou ainda que a Ordem tem submetido diversos pedidos ao Governo, mas lamenta que as respostas recebidas até ao momento sejam “tímidas e insatisfatórias”. Questionada se poderia enumerá-las, respondeu: “Não posso enumerar”, preferindo manter a esperança de que as autoridades venham a resolver a situação.

Apesar das dificuldades, Fonseca garantiu que os enfermeiros mantêm o espírito positivo e o compromisso com a saúde pública. “Celebramos este dia com alegria, porque é um momento para reviver o nosso compromisso com a vida e com os moçambicanos”, disse.

Confrontada com denúncias de envolvimento de profissionais em esquemas de corrupção e desvios de medicamentos, Fonseca admitiu que, como em qualquer classe, há maus profissionais. No entanto, defendeu a integridade da maioria. “Acredito que temos enfermeiros competentes e honestos. E, no caso dos desvios, não acredito que o enfermeiro esteja directamente envolvido, pois não manipula medicamentos farmacêuticos, a não ser quando estes já tenham sido disponibilizados por outros sectores”, explicou. Vânia Jacinto

 

 

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