DESPORTO
Universidade Rovuma quer transformar Nampula em capital da actividade física e do desporto
A cidade de Nampula acolhe, nos dias 28 e 29 de Agosto, o 2.º Congresso Nacional de Educação Física, Actividade Física e Desporto, promovido pela Universidade Rovuma. O evento, que decorre sob o lema “Educação Física, Actividade Física e Desporto: Um olhar sobre os ODS para o alcance da Agenda 2030”, reúne académicos, estudantes, treinadores e especialistas para debater o futuro do desporto e da actividade física em Moçambique.
Na abertura, o Vice-Reitor Académico da UniRovuma, Ibraimo Hassane Mussagy, lançou o desafio de fazer de Nampula não apenas a capital comercial do Norte, mas também a “cidade amante da actividade física e do desporto”. “Devemos assumir este compromisso e massificar o gosto pela actividade física com programas práticos: um aluno, uma equipa de futebol; um aluno, um torneio; um aluno, uma equipa de atletismo no bairro”, defendeu.
Ibraimo Hassane Mussagy recordou o papel histórico da cidade no desporto, citando clubes como o Ferroviário de Nampula, o Namutequeliua (actual Sporting) e o Benfica de Nampula, além do recente destaque da província no boxe. “Nampula é hospitaleira, é a capital do comércio do Norte e queremos que seja também referência nacional na actividade física e no desporto”, afirmou.
Sublinhando que a prática desportiva deve ser vista como instrumento de empoderamento e inclusão social, sobretudo entre os jovens, o académico destacou: “O desporto e a educação física podem cultivar estilos de vida saudáveis e criar oportunidades. É preciso renovar o compromisso das instituições de ensino superior com um sistema educativo mais inclusivo e inovador, capaz de responder aos desafios da sociedade contemporânea.”
O congresso, com duração de dois dias, aborda temas centrais como: a formação de professores de Educação Física e de Técnicos Superiores do Desporto, o contributo do desporto para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a Educação Física escolar em Moçambique e as directrizes da UNESCO para uma Educação Física de Qualidade, no âmbito do Plano Global para a Actividade Física 2018-2030.
Na reflexão sobre o primeiro tema – Formação de professores de Educação Física e de Técnicos Superiores do Desporto: Contextos Actuais e Desafios – o Director-Geral do Instituto Médio de Desporto e Educação Física, Paulo Tibério Saveca, sublinhou a importância da prática presencial no ensino. “Será eficaz habilitar um professor de Educação Física que nunca correu, aqueceu ou corrigiu um gesto técnico no momento certo? Duvido que alguém aceitasse ser atendido por um médico, dentista ou fisioterapeuta formado apenas online. A formação à distância pode ser tendência futura, mas deve ser analisada com cautela”, advertiu.
Saveca acrescentou que as novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial, embora tragam avanços no ensino, também contribuem para o sedentarismo juvenil. “No passado, as crianças percorriam quilómetros a pé para chegar à escola, subiam árvores e saltavam muros, ganhando habilidades físicas naturais. Hoje, muitas atravessam apenas uma rua de ‘carinha’ escolar. É preciso reflectir sobre este estilo de vida e encontrar estratégias para incentivar a actividade física nas novas gerações”, concluiu. Assane Júnior
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