SOCIEDADE
Tumultos na Escola Secundária de Cossore ocorreram durante devolução dos 70 meticais cobrados indevidamente e houve mal-entendido — revela Director Provincial
O director provincial de Educação de Nampula, William Tunzini, esclareceu que os tumultos registados na Escola Secundária de Cossore, na cidade de Nampula, na manhã desta quinta-feira (31), decorreram no contexto da devolução dos 70 meticais que haviam sido cobrados indevidamente aos alunos para a realização dos testes provinciais.
Segundo Tunzini, apesar de a Direcção Provincial ter emitido orientações claras no início do mês, proibindo qualquer cobrança relacionada com os testes provinciais, algumas escolas — incluindo Cossore — iniciaram a cobrança antes de receberem oficialmente a instrução. Assim que a situação foi identificada, a direcção da escola foi instruída a reembolsar os valores cobrados.
“Infelizmente, alguns directores começaram a cobrar antes das nossas instruções. Reunimo-nos com eles e exigimos a devolução imediata dos valores. A Escola Secundária de Cossore já estava a preparar essa devolução, com o conselho escolar, quando ocorreu o mal-entendido com os alunos”, explicou o director.
Durante o processo de devolução, parte dos estudantes manifestou-se de forma violenta, tendo criado barricadas e destruído carteiras e outros bens escolares. O director provincial afirma que o protesto foi causado por desinformação e confusão entre os testes provinciais e outras avaliações locais, como os exames de disciplinas específicas — nomeadamente Agropecuária e TICs — que já estavam em curso.
“Houve um mal-entendido por parte dos alunos. Pensaram que os valores não seriam devolvidos ou que se tratava de outro tipo de cobrança. Estamos a trabalhar com os pais, encarregados de educação e a comunidade para esclarecer a situação e evitar novos incidentes”, disse Tunzini.
O responsável revelou ainda que a Escola Secundária de Cossore possui um universo de cerca de 5 mil alunos, e que os 70 meticais cobrados por estudante representam um valor significativo, considerado pela direcção “exagerado”, mesmo tendo sido deliberado com base em decisões internas do conselho escolar.
“Independentemente de o valor ser 70, 50 ou 10 meticais, nenhuma escola está autorizada a cobrar. Todas as que o fizeram devem devolver o dinheiro. Não é um pedido — é uma ordem de serviço”, reforçou.
O director confirmou que a comunicação oficial foi feita através dos conselhos escolares e dos representantes dos pais, mas admitiu que a informação pode não ter sido correctamente compreendida por todos os alunos, o que poderá ter contribuído para o incidente.
Apesar dos danos registados, Tunzini garantiu que a situação está sob controlo e que será reforçado o diálogo com a comunidade escolar para evitar situações semelhantes e restabelecer a normalidade no processo de ensino-aprendizagem.
Entretanto, algumas organizações que actuam na área dos direitos humanos denunciam que, devido aos tumultos registados, a polícia terá conduzido alguns estudantes às celas. Os números ainda são escassos, e o director provincial não se pronunciou sobre essas detenções, tendo-se limitado a esclarecer apenas os contornos do incidente, que deixou a escola parcialmente destruída. Isabel Abdala e Faizal Raimo
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