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ECONOMIA

Sector de Transportes e Comunicações de Nampula arrecada cerca de 6,4 milhões de meticais em 2025

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A Direcção Provincial de Transportes e Comunicações de Nampula arrecadou, em 2025, cerca de 6,4 milhões de meticais, correspondentes a aproximadamente 80% da receita planificada, resultado maioritariamente do licenciamento de transportes de passageiros e de carga, num ano marcado por limitações orçamentais e pelo impacto das manifestações registadas no início do período.

Em declarações ao Rigor, o director provincial de Transportes e Comunicações de Nampula, Joaquim Tomás, explicou que o sector havia planificado uma arrecadação de cerca de 8 milhões e 28 mil meticais, meta que não foi totalmente alcançada devido a constrangimentos financeiros e ao contexto social vivido na província.

“Dos 8 milhões e 28 mil meticais que estavam planificados, conseguimos arrecadar cerca de 80%. Atendendo ao contexto das manifestações e à situação económica e social da província, entendemos que este nível de arrecadação é razoável”, afirmou.

Apesar de não ter atingido a totalidade da meta, a direcção considera o desempenho positivo, classificando 2025 como um ano de aprendizagem e consolidação institucional.

“O ano de 2025 foi positivo. Foi o primeiro ano do segundo ciclo de governação descentralizada ao nível da nossa província e também o primeiro ciclo com o novo governador, que nos orientou e dirigiu de forma célere, permitindo-nos capitalizar bastante dos seus ensinamentos”, sublinhou.

Segundo Joaquim Tomás, a principal fonte de receita foi o licenciamento de transportes, num universo de 8.328 viaturas de passageiros, das quais cerca de 60% fazem transporte interdistrital e 40% operam nos municípios, com maior incidência nas cidades de Nampula e Nacala. Foram igualmente licenciadas 7.428 viaturas de transporte de carga, incluindo meios provenientes de outras províncias que efectuam registo em Nampula.

Para além do licenciamento regular, a direcção apostou no licenciamento em bloco, aproximando os serviços aos transportadores em vários distritos da província.

“Fizemos o licenciamento em bloco em Nacala, Ribáuè e Mogovolas, porque entendemos que há pessoas que não sabem que é necessário renovar as licenças e porque é importante aproximar os serviços ao beneficiário”, explicou.

A estratégia superou as expectativas iniciais de arrecadação. “Tínhamos planificado arrecadar cerca de 900 mil meticais com o licenciamento em bloco, mas conseguimos mais de 1 milhão e 200 mil meticais, o que demonstra que o processo foi muito positivo”, destacou.

O director realçou ainda o papel da fiscalização e da sensibilização, em coordenação com a Polícia de Trânsito e o INATRO, como factores que contribuíram para o aumento da receita.

“Criámos um departamento específico de fiscalização ao nível da província, apostando mais na sensibilização dos transportadores para que cumpram com as suas obrigações”, referiu.

Apesar dos resultados, o sector reconhece desafios persistentes, como a falta de terminais e parques de transporte e as dificuldades de transitabilidade em alguns distritos durante a época chuvosa. Ainda assim, a direcção garante que estão em curso iniciativas para melhorar a organização do transporte e reforçar a arrecadação em 2026.

“2025 não foi apenas um mar de rosas, mas fizemos o nosso máximo dentro das condições existentes e criámos bases importantes para melhorar o desempenho do sector nos próximos anos”, concluiu. Vânia Jacinto

 

 

 

 

 

 

 

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