SOCIEDADE
Rumores sobre a cólera resultam em reféns e encerramento de centro de saúde em Monapo
O Centro de Saúde de Mecuco, no distrito de Monapo, esteve temporariamente encerrado depois de profissionais de saúde terem sido feitos reféns por membros da comunidade, na sequência de rumores de que estariam a propagar a cólera na região.
A informação foi confirmada esta terça-feira pela Directora Provincial de Saúde de Nampula, Selma Xavier, durante a reunião do Comité Multissetorial de Combate à Cólera. Segundo explicou, o incidente foi motivado por focos de desinformação que têm dificultado o controlo da doença em alguns distritos da província.
De acordo com a dirigente, a equipa distrital, liderada pelo médico-chefe e acompanhada pela Polícia da República de Moçambique (PRM), deslocou-se ao local para apurar os factos e dialogar com a comunidade. Após sessões de esclarecimento, os profissionais foram libertos e retomaram as suas actividades.
Selma Xavier reconheceu que Monapo é actualmente um dos principais focos de desinformação, juntamente com Nacala-Porto, Mogincual e Memba, situação que está a comprometer os esforços de prevenção e controlo da doença.
A Directora Provincial sublinhou que o envolvimento das lideranças religiosas, autoridades comunitárias e parceiros institucionais é essencial para restaurar a confiança da população e travar a propagação de rumores que colocam vidas em risco.
Situação actual da cólera em Nampula
A província de Nampula regista actualmente 2.341 casos cumulativos de cólera e 32 óbitos.
Dos óbitos registados, 23 ocorreram na comunidade e oito nas unidades sanitárias, sendo o distrito de Nacala-Porto o que concentra o maior número de mortes.
Após a confirmação laboratorial de novos casos, o número de distritos afectados subiu para oito, nomeadamente: Nacala-Porto, Eráti, Memba, Monapo, Nacala-a-Velha, Mogovolas, Mogincual e Liúpo.
Transmissão pessoa a pessoa preocupa autoridades
Embora a principal via de transmissão da cólera continue a ser a ingestão de água e alimentos contaminados, as autoridades alertam para o aumento da transmissão de pessoa para pessoa.
Segundo Selma Xavier, quando alguém entra em contacto com objectos contaminados e não higieniza devidamente as mãos, pode transmitir a bactéria ao cumprimentar outra pessoa ou ao manusear alimentos.
A entrada de acompanhantes nos Centros de Tratamento de Cólera (CTC) também tem sido apontada como factor de risco, uma vez que nem sempre ocorre a devida descontaminação à saída das unidades sanitárias. Redacção
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