OPINIÃO
Tio Salim e a guerra sem tréguas contra a droga
A mensagem foi clara, objectiva e sem espaço para interpretações. O Governador da Província de Nampula, carinhosamente tratado por muitos como Tio Salim, lançou um aviso directo às redes de tráfico de droga que operam na província: “Não vamos parar de combater o tráfico de droga. Não vamos vacilar perante as vossas ameaças. E, mesmo que tentem, não falhem, porque serão apanhados um a um.”
Num momento em que muitos preferem o silêncio diante do crime organizado, Tio Salim decidiu enfrentar publicamente um dos maiores males que assolam a juventude de Nampula: a droga conhecida por Makka, substância que tem destruído sonhos, famílias e vidas inteiras.
Mais do que um discurso político, o pronunciamento do Governador transmitiu determinação e coragem. Ao afirmar que não usa colete à prova de balas, mas que confia na protecção divina, deixou evidente que a sua luta é motivada por uma convicção profunda de que a juventude merece um futuro livre das drogas e da criminalidade.
A campanha de combate ao narcotráfico já começou a produzir efeitos visíveis, abalando estruturas de distribuição, comercialização e transporte da droga. Como consequência, surgiram ameaças telefónicas e tentativas de intimidação dirigidas à equipa que lidera esta missão e ao próprio Governador. Contudo, a resposta não tardou e foi dada pelos canais públicos, reforçando que o combate continuará sem recuos.
A história demonstra que os traficantes prosperam quando encontram medo, silêncio e complacência. Em Nampula, porém, encontram uma liderança que decidiu enfrentar o problema de frente e mobilizar a sociedade para esta causa comum.
A luta contra a droga não é apenas responsabilidade das autoridades. É um dever colectivo que envolve famílias, escolas, líderes comunitários, organizações religiosas e todos os cidadãos que desejam ver uma geração saudável e produtiva.
Ao juntar-se a todos os que combatem este grande mal, Tio Salim assume uma posição firme na defesa da juventude e do futuro da província. A mensagem está lançada: Nampula não se renderá ao narcotráfico e não aceitará ser transformada num corredor de drogas.
A batalha será difícil, mas a determinação demonstrada pela liderança provincial mostra que a esperança continua viva. E, quando uma sociedade se une em torno de uma causa justa, o crime perde terreno e o futuro ganha espaço.
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