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SOCIEDADE

Primeira-Dama alerta para impacto da gravidez precoce e defende planeamento familiar

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A Primeira-Dama da República, Gueta Selemane Chapo, defendeu esta sexta-feira (26), no distrito de Boane, província de Maputo, o reforço do acesso dos adolescentes e jovens à contracepção moderna, como forma de reduzir gravidezes precoces, proteger a saúde das raparigas e garantir a sua permanência na escola.

O apelo foi feito durante a cerimónia central do Dia Mundial da Contracepção, celebrado sob o lema “O planeamento familiar é um direito humano e fundamental”. Gueta Chapo destacou que Moçambique aderiu à iniciativa em 2014, juntando-se a mais de 70 países e organizações não-governamentais.

“Ao celebrarmos hoje este dia, fazemo-lo em homenagem a todos os adolescentes e jovens, independentemente do seu estatuto social, económico, político, religioso ou condição física, promovendo cada vez mais o acesso à informação e aos serviços de contracepção moderna”, afirmou.

A Primeira-Dama alertou que a gravidez precoce constitui um grave problema de saúde pública, com impactos negativos para a rapariga, a família e a comunidade. Referiu que meninas muito jovens enfrentam riscos sérios durante a gestação e o parto, incluindo fístulas obstétricas e cesarianas precoces. “Se uma mulher adulta com um bebé de três quilos já passa dificuldades no parto, imaginemos uma rapariga de 12 ou 13 anos com um bebé de quatro ou cinco quilos”, exemplificou.

Além dos riscos físicos, Gueta Chapo destacou as implicações sociais da maternidade precoce. “Se começa a ter filhos aos 14 anos, até aos 20 já terá quatro ou cinco. Isso compromete o futuro da rapariga e da família”, advertiu.

Segundo explicou, o planeamento familiar não beneficia apenas adolescentes, mas também mulheres em idade reprodutiva que pretendem evitar gravidezes seguidas ou programar o espaçamento entre filhos. “Se uma mulher não quer engravidar seguidamente, pode aderir ao planeamento familiar. Também ajuda a decidir de quantos em quantos anos deseja voltar a estar grávida”, sublinhou.

A concluir, a Primeira-Dama afirmou que a adesão à contracepção é essencial para a saúde materna e infantil, lembrando que engravidar logo após o parto é prejudicial. “Se uma mãe volta a engravidar antes de o bebé completar um ano e seis meses, surgem dificuldades, porque a atenção fica dividida entre o filho pequeno e a nova gestação”, finalizou. Redacção

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