ECONOMIA
Presidente Chapo defende parceria Moçambique–Japão centrada no Corredor de Nacala e gás do Rovuma
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu esta quinta-feira a consolidação de uma parceria renovada entre Moçambique e o Japão, colocando no centro o desenvolvimento do Corredor de Nacala e a exploração de gás natural liquefeito da Bacia do Rovuma.
Ao intervir na abertura da Sessão Plenária sobre Economia, no quadro da 9.ª Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África (TICAD 9), o Chefe do Estado sublinhou que o lema da conferência – “Co-criar Soluções Inovadoras com África” – traduz o apelo a uma nova era de cooperação baseada na transformação conjunta de desafios em oportunidades, com benefícios mútuos.
O estadista recordou que o encontro de Yokohama também serve para avaliar os compromissos assumidos na TICAD-8, realizada em 2022, em Túnis, e reforçar o alinhamento entre a Agenda 2063 da União Africana e a Agenda 2030 das Nações Unidas.
No plano interno, Chapo explicou que o Programa Quinquenal do Governo 2025–2029 estabelece como prioridade o desenvolvimento integrado de infra-estruturas ao longo dos corredores de desenvolvimento. “Uma das nossas acções estratégicas é promover o desenvolvimento integrado e infra-estruturas ao longo dos corredores nacionais e regionais, com destaque para o Corredor de Nacala, onde contamos com o Japão como parceiro estratégico”, afirmou.
O Presidente destacou ainda que o investimento em estradas, pontes, ferrovias, portos, aeroportos e digitalização é determinante para dinamizar o comércio livre na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e reforçar a conectividade com o mundo. “Permitam-me destacar o Corredor de Desenvolvimento de Nacala, reconhecido pela própria plataforma da TICAD como porta de entrada privilegiada dos investimentos japoneses na África Austral”, acrescentou.
Segundo o estadista, o Corredor de Nacala desempenha um papel central na integração regional, ligando Moçambique ao Malawi, à Zâmbia e à República Democrática do Congo. Neste quadro, disse que o Governo está a retomar a estratégia de desenvolvimento económico do eixo, que possui “enorme potencial” para impulsionar a agricultura sustentável e dinamizar o comércio regional.
Chapo manifestou confiança de que este corredor poderá alavancar as economias da região, melhorando infra-estruturas e serviços de transporte de pessoas e bens. Deixou igualmente uma palavra de apreço ao Japão pelo empenho no apoio à dinamização deste eixo estratégico.
Paralelamente, o Chefe do Estado destacou os recursos minerais e energéticos como outro pilar da cooperação com o Japão, com ênfase no gás natural liquefeito da Bacia do Rovuma. “Quero terminar dando como outra prioridade o investimento em recursos minerais e energia, com destaque para o gás natural liquefeito (LNG) na Área 1 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado”, frisou.
De acordo com o Presidente da República, trata-se de um projecto estruturante, não apenas para Moçambique, mas também para toda a região, sendo fundamental para acelerar a industrialização do país e consolidar um corredor de conectividade energética regional. Redacção
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