SOCIEDADE
PCA da AdRN diz que abastecimento de água em Nampula está melhor do que se pensa
O presidente do Conselho de Administração da Águas da Região Norte (AdRN), Francisco Napica, afirmou esta quarta-feira (16) que o sistema de abastecimento de água na cidade de Nampula tem funcionado de forma mais eficaz do que é percepcionado pela opinião pública, embora admita a existência de desafios estruturais e operacionais. Em conferência de imprensa, o gestor abordou temas como a cobertura horária, as queixas de má facturação, os rebentamentos de tubagens e denúncias anónimas sobre a gestão da empresa.
“O que a gente já sabe do cenário da cidade de Nampula, julgamo-nos que aquilo que temos como capacidade é aquilo que temos como distribuição. E julgamo-nos que não estamos assim tão mal como achamos”, declarou Napica. Segundo o PCA, há zonas da cidade que já recebem abastecimento contínuo até 10 horas por dia.
Apesar das melhorias apontadas, Francisco Napica admitiu que há ainda zonas críticas e pontuou que “a escassez de água durante a época seca não depende exclusivamente da empresa”, mas sim dos níveis da albufeira e da disponibilidade hídrica natural. O plano de distribuição, segundo esclareceu, é ajustado de acordo com a quantidade de água disponível para captação.
“Queixas anónimas não resolvem nada” — AdRN desafia críticos a se identificarem
Confrontado com denúncias anónimas sobre alegadas falhas na gestão da empresa, Napica foi taxativo: “Não posso referenciar queixas anónimas. Se existe alguma coisa em relação à gestão, há mecanismos para que as pessoas se apresentem e digam frontalmente o que acham”.
“Só erra quem trabalha”, acrescentou o PCA. “Se existe alguma forma de gerir de forma eficiente e agradar a todos, é um bocadinho complicado. Mas críticas construtivas exigem rosto. Não podemos resolver com base em rumores”.
AdRN adopta política de justiça na facturação
O presidente da AdRN reafirmou o compromisso da empresa em seguir a orientação do Conselho de Ministros, segundo a qual os clientes têm direito a reclamar antes de pagar faturas contestadas. “Hoje em dia, quando há uma reclamação, o cliente não precisa pagar primeiro. Primeiro, nós verificamos a situação e regularizamos, se for o caso. Só depois é que o cliente paga. Se tiver razão, o valor é anulado”, explicou Napica.
Se a reclamação não for procedente, a empresa oferece alternativas de negociação. “Mesmo nesses casos, criamos condições com o cliente para parcelar a dívida ou encontrar uma solução justa. O importante é que ninguém seja penalizado injustamente”.
Tubagens danificadas, perdas de água e vandalismo
Outro tema abordado pelo PCA foi o número crescente de rompimentos na rede de distribuição de água, visível em vários bairros de Nampula. Napica reconheceu o problema e apontou causas múltiplas, desde vandalização propositada à acção de veículos pesados e ao envelhecimento das infraestruturas.
“Temos planos operacionais para agir de forma pronta. A água já foi captada e tratada, tem um custo alto. Não podemos permitir que se perca por falta de intervenção. Estamos cientes e trabalhamos com prioridade máxima nesses casos”, afirmou.
Segundo o dirigente, a empresa dispõe de equipas nas áreas operacionais com instruções para actuação imediata, sempre que forem reportadas falhas na rede. O envolvimento da comunidade no reporte rápido de danos foi apontado como fundamental para o sucesso dessas intervenções.
No entanto, Francisco Napica apelou à confiança mútua entre empresa e consumidores e incentivou os munícipes a usar os canais formais para apresentar as suas preocupações. “Temos um sistema aberto ao diálogo. Os clientes são os nossos parceiros e é com eles que queremos construir um serviço cada vez mais eficiente”, disse.
A AdRN compromete-se a continuar a melhorar o abastecimento de água na cidade de Nampula, mesmo reconhecendo os limites impostos pela disponibilidade natural do recurso e os desafios operacionais em zonas urbanas em expansão. Faizal Raimo
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