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OPINIÃO

O segredo não está no destino, mas na viagem 

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Hoje, de forma diferente, decidi falar de amor. Talvez este tema não costume ser o meu lugar habitual, estou mais habituado a escrever sobre injustiça social, pobreza, fé, liberdade… Mas hoje, deixem-me entrar por este caminho onde muitos tropeçam, poucos permanecem, e quase todos sonham. Não escrevo como especialista, nem como alguém que tem todas as respostas sobre relacionamentos. Escrevo como simples observador da vida. Alguém que, com olhos atentos e escuta sensível, vê o que muitos vivem, sente o que muitos calam e reflecte sobre o que muitos já desistiram de tentar compreender.

É curioso como tanta gente ainda acredita que um relacionamento bom é sorte, destino, ou um presente divino que, um dia, cai do céu. Que basta encontrar a “pessoa certa” e tudo se torna fácil. Mas a realidade, pelo que se vê todos os dias, é bem diferente. A verdade é que o segredo de um relacionamento não está no destino… está na viagem.

A viagem. Essa estrada longa, com dias de sol e outros de tempestade. Com atalhos confusos, desvios inesperados, e buracos que exigem paciência. Amar não é apenas gostar muito de alguém, nem viver agarrado a gestos bonitos ou palavras doces. Amar é caminhar ao lado de alguém, todos os dias, mesmo quando os pés doem e a vontade de parar aparece.

Nos tempos que correm, há uma facilidade enorme em desistir. Discussões, mágoas, expectativas frustradas… e logo se ouve: “já não dá mais”. Troca-se de companheiro como se troca de roupa. Mas aqui entra uma reflexão importante: se cada vez que um conflito surgir, decidires ir embora, então vais passar a vida a trocar de mulheres ou homens até à segunda vinda de Jesus Cristo… e ainda assim não encontrarás aquilo que pensas estar à espera.

Porque ninguém é perfeito. E quem espera encontrar um amor pronto, embalado e sem defeitos, não está à procura de amor. Está à procura de fantasia. E fantasias, como bem se sabe, não duram muito.

Além disso, convém lembrar: nos céus, todos seremos irmãos. Lá não haverá maridos, esposas, namorados ou ciúmes. Haverá comunhão. Então talvez o grande desafio do amor aqui na terra seja aprender a cuidar do outro, a respeitar, a perdoar, mesmo quando isso nos custa. Talvez seja aí que o amor se faz real.

Por isso, escrevo com uma simples opinião: o amor não está no destino, mas na coragem de continuar a viagem. Mesmo cansados. Mesmo feridos. Mesmo sem certezas. Porque é nessa insistência, nessa escolha diária de continuar, que muitas vezes nasce o que realmente vale a pena.

E talvez, no fim, o mais importante não seja com quem chegaste ao fim do caminho, mas como trataste quem te acompanhou durante a caminhada.

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