POLÍTICA
Nampula, que água estamos a consumir?
Entre a crise e a oportunidade, vislumbra um mal que nós compramos!
“A água de boa qualidade é como a saúde ou a liberdade: só tem valor quando acaba.” Guimarães Rosa
Milagre Boquisso
Viemos de advento de liberdades e libertinagem por conta com período pós eleitoral e a cada dia cresce o anseio de liberdade plena e sem medos. Mas enfim, são outras matérias que não cabem aqui. É sobre a água, este bem precioso que faz tão bem e que alguém um dia teria recomendado “bebam água”! Mas que água estamos a consumir?
Num outro texto fiquei de falar sobre a qualidade de água do FIPAG!!! Na verdade quero falar desta e das alternativas que somos oferecidos. Afinal, mesmo em época seca, é normal ter água com coloração acentuada que tinge os recipientes que têm sido usados como reservatório nas nossas residências. Bem lá fundo dos reservatórios, depois de alguns dias, vestígios de arreia são vistos em larga escala criando algum desconforto para os consumidores. Ainda assim, especialistas em tratamento da água dizem que os níveis de turvabilidade (não sei se acertei no português), que se apresentam no precioso líquido, são aceitáveis por estar dentro dos padrões!
O medo das filas de hospital fizeram surgir uma oportunidade de venda de água mineral, mineralizada ou do outro tipo que, vezes sem conta, ninguém nos explica a diferença destas coisas. Mas enfim… não é sobre isso, afinal somos obrigados a ler os rótulos.
Não sei a quem cabe a responsabilidade de fiscalizar o comércio, mas a água que consumimos de fontes alternativas, a engarrafada, tem andado exposta ao sol escaldante da Cidade de Nampula, onde por vezes se anseia por um inverno rigoroso uma vez que a temperatura média é de 23 graus Celcius.
Os rótulos que somos obrigados a ler indicam a temperatura ideal de conservação e outras condições de armazenamento do precioso líquido que em grande parte da actividade comercial não é observada. Não precisa muito esforço, em quase todas as zonas de comércio que vendem as águas em embalagens de 20L, perfilam em modelos de galeria expostas ao sol escaldante de Nampula e ainda assim, compramos! Outros cenários, arcas contendo água ficam o dia todo viradas ao sol. A palavra-chave é “amigo, esse é bom água. Nos cobriu com caixa, o sol não chega!”
Lembrando que as altas temperaturas podem ter efeitos negativos na água em recipientes que vemos em Moçambique, principalmente a questão de mistura com produtos químicos e pode alterar o sabor do produto, o que constitui um risco para a saúde humana. As altas temperaturas podem favorecer a reprodução de microrganismos presentes na água, especialmente se a garrafa for reutilizada ou ser armazenada por muito tempo. A temperatura ideal para o armazenamento deve ser abaixo de 25 graus Celcius, preferencialmente em um local fresco e seco e, acima de tudo, evitar a exposição directa à luz solar e calor excessivo.
Como podem ver, uma oportunidade criada pela falta de segurança pela água fornecida pelo sistema pode estar a contribuir para que, com nossos parcos recursos, possamos contribuir para a degradação do nosso estado de saúde! Medidas? Esperemos para ver!!!
Bem Haja
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