SOCIEDADE
Nampula intensifica combate a crenças que prejudicam o aleitamento materno
O Programa Provincial de Nutrição em Nampula está a intensificar os esforços para combater crenças e práticas culturais nocivas que comprometem o aleitamento materno exclusivo, sobretudo nos primeiros dias de vida dos recém-nascidos. Uma das principais preocupações do sector continua a ser o descarte do colostro , o primeiro leite produzido pela mãe, erradamente considerado “sujo” ou “prejudicial” por algumas comunidades.
Segundo Malverno Sueleque, responsável pelo programa de nutrição no Serviço Provincial de Saúde, o combate à desinformação é prioritário. “Temos vindo a trabalhar com agentes polivalentes baseados nas comunidades para desmistificar essas ideias. O colostro não é prejudicial — é, na verdade, um dos alimentos mais completos para o bebé, rico em vitaminas, minerais, anticorpos e factores de crescimento”, sublinhou.
Para o técnico, estas crenças limitam o acesso dos bebés aos seus direitos nutricionais desde o nascimento. “A desconstrução destes mitos é essencial para garantir um início de vida saudável às crianças moçambicanas”, reforçou Sueleque, defendendo uma actuação contínua e culturalmente sensível nas zonas mais afectadas.
O Programa de Nutrição aposta em sessões de aconselhamento comunitário, palestras em escolas e acções porta-a-porta com enfoque na importância do aleitamento materno exclusivo até aos seis meses de idade.
De acordo com dados semestrais divulgados pelo Serviço Provincial de Saúde, cerca de 93% das crianças entre 0 e 6 meses estão a ser alimentadas exclusivamente com leite materno. “Os dados são animadores, mas não significam que estejamos livres de desafios. Ainda existem zonas onde o acesso aos serviços de saúde é limitado, o que pode afectar a contagem e o aconselhamento adequado”, explicou.
Sueleque observou que a maioria das crianças amamentadas exclusivamente são aquelas cujas mães deram parto em unidades sanitárias, onde o aconselhamento é feito de forma imediata. No entanto, alertou para a existência de casos não contabilizados de partos fora das unidades, onde práticas alimentares recomendadas podem não ser seguidas.
A monitoria é feita nas consultas pós-parto, nas maternidades e nas consultas de saúde infantil, onde se verifica se o bebé está a receber qualquer outro tipo de alimento ou bebida. Caso a resposta seja afirmativa, a criança deixa de ser considerada em regime de aleitamento materno exclusivo. Redacção
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