CULTURA
Museu da Ilha resgata luta de libertação com livros e debates para jovens
No coração da primeira capital do país, o Museu da Ilha de Moçambique abriu esta semana um poderoso portal para o passado: uma exposição de obras literárias que dá voz às memórias da luta de libertação nacional, com o propósito de incutir nos mais jovens o orgulho de ser moçambicano — e o dever de conhecer a história que os trouxe até aqui.
A feira do livro sobre a independência, que arrancou a 16 de Junho e decorre até ao próximo dia 20, reúne estudantes, professores, turistas e curiosos numa jornada literária e patriótica, feita de livros, debates e reflexões. Em parceria com bibliotecas locais, o museu apresenta títulos de autores moçambicanos e da lusofonia que mergulham nos dias sombrios da opressão colonial e nos raios de esperança da independência conquistada há 50 anos.
“Queremos que os nossos jovens compreendam o quão dolorosa, angustiante e vitoriosa foi a luta de libertação nacional. Que se orgulhem dos seus antepassados e da história que construíram com sacrifício”, afirma Abdul Tawazir, director do museu, para quem o patriotismo começa com o conhecimento.
Mais do que leitura, a exposição tem sido um espaço de diálogo — entre alunos e livros, entre gerações e ideais. Os estudantes são incentivados a partilhar publicamente o que aprendem, a cruzar relatos oficiais com memórias dos mais velhos, a questionar, comparar e refletir sobre o ontem e o hoje.
“É aqui que os nossos jovens confrontam o que a escola ensina com o que a memória popular transmite. E descobrem que a história não é um bloco único, mas sim um conjunto de vozes, factos, conquistas e também frustrações”, explica Tawazir, sublinhando o crescente interesse e o entusiasmo visível entre os participantes.
Para além da exposição sobre a luta de libertação, o museu já planeia novas actividades, incluindo palestras sobre a preservação do património histórico e cultural da Ilha de Moçambique, classificada como Património Mundial da Humanidade.
“O nosso próximo passo é cultivar nas novas gerações o compromisso com a preservação da Ilha. Não basta viver nela: é preciso compreendê-la, respeitá-la e protegê-la”, conclui o director, num apelo para que os jovens se tornem guardiões do passado — para que o futuro não seja esquecido.
Além de estimular o pensamento crítico e resgatar a memória histórica, a iniciativa decorre sob o lema “50 anos de Independência: Consolidando a Unidade Nacional, a Paz e o Desenvolvimento Sustentável”, reforçando o compromisso do Museu da Ilha de Moçambique com uma juventude consciente, orgulhosa das suas raízes. Danoela Caetano
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Jose Andrade
Junho 18, 2025 at 8:29 pm
Este momento constitui a mais valia e desperta a consciencia historia contextualizada, na eacravidao e escravatura, na resistencia a ocupacao colonial que culminou na luta pela independencia que celebramos os 50anos. Louvar a inicoativa e a capacidade de autoreflexao dos leitores em particular aos alunos. Parabenizar este jornal pelo trabalho que tem levado a cabo. sucessos.