SOCIEDADE
Munícipes defendem Natal simples e em família em Nampula
Munícipes de diferentes bairros da cidade de Nampula defendem que o Natal deve ser vivido como um momento de união, reconciliação e convivência familiar, independentemente das condições financeiras. À medida que se aproxima o dia 25 de Dezembro, cresce entre as famílias o apelo à consciência, à harmonia e à valorização da vida.
Em declarações ao Jornal Rigor, esta quarta-feira, homens e mulheres residentes na autarquia de Nampula afirmaram que a celebração do Natal não deve estar condicionada pela disponibilidade económica, mas sim pela saúde, pelo amor ao próximo e pela presença da família.
Valente Mendes, de 46 anos de idade, residente no bairro de Namicopo, disse que as dificuldades financeiras não devem ser vistas como um obstáculo para viver o verdadeiro espírito natalício. Para ele, o essencial é a saúde e a convivência familiar.
“Desde o momento em que a pessoa esteja saudável, o Natal já é uma festa. Dizer que já comprei ovos ou frango seria mentir, porque a vida hoje está muito cara. O mais importante é a saúde, estar com os filhos, com os netos, ligar para familiares em Pemba, Inhambane ou Maputo e ouvir que está tudo bem. Isso é o que realmente importa”, afirmou.
Por sua vez, Ester Amade, jovem de 28 anos, residente no bairro de Muahala-Expansão, considera que o Natal não deve ser baseado em bens materiais, mas sim num tempo de reflexão espiritual e reconciliação familiar.
“Eu estou preparada, não financeiramente, mas pela saúde que tenho. Isso faz-me sentir preparada. Não me limito aos bens materiais, porque são passageiros. Passar o Natal com vida, com saúde e com toda a família é o mais importante. Vou celebrar na comunidade cristã, lembrando o nascimento do nosso Senhor Jesus Cristo, que é algo muito importante na vida”, explicou.
Já Alfredo Neme reconhece que, apesar de já ter algumas condições criadas para as festividades, a realidade económica das famílias continua difícil. Ainda assim, mostrou-se relativamente satisfeito com os preços praticados nos mercados locais.
“Estou preparado para passar o Natal, mas com aquelas dificuldades a que já estamos habituados. Muitas famílias dependem de salários e de grupos de poupança para conseguirem fazer o ajustamento normal das festividades. Neste momento estamos a planificar. Os preços estão aceitáveis, apesar de haver sempre tendência de subida”, referiu.
Os entrevistados apelam à população em geral para que celebre o Natal de forma consciente, responsável e tranquila, evitando excessos que possam colocar em risco a saúde e a vida.
“É importante dominarmos a nossa consciência e a nossa mente. São apenas dias de comemoração. O mais importante não são as datas festivas, mas sim a saúde e a vida. Celebrar com responsabilidade ajuda a evitar situações de escândalo e problemas que acabam por levar pessoas ao hospital”, exortou Ester Amade. Assane Júnior
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