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Mina clandestina mata 4 garimpeiros em Monapo

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Pelo menos quatro garimpeiros ilegais morreram soterrados e outros 12 contraíram ferimentos na sequência do desabamento de uma mina artesanal na localidade de Carapira, distrito de Monapo, na província de Nampula, informaram as autoridades.

Inicialmente, o administrador distrital, Manuel Impissa , indicou que o incidente envolvia 13 garimpeiros, dos quais quatro morreram. No entanto, a Polícia da República de Moçambique actualizou os dados, avançando que o acidente afectou 16 indivíduos, sendo quatro mortos e 12 feridos, informação prestada esta quinta-feira (01.01.2026) no Hospital Central de Nampula.

Segundo o administrador distrital, Manuel Impissa, a tragédia ocorreu por volta das 19 horas do dia 31 de Dezembro de 2025. O dirigente explicou que não existe um número exacto de pessoas que se encontravam no local no momento do desabamento, uma vez que a actividade era exercida de forma clandestina. Dos feridos, oito encontram-se internados no Hospital Distrital de Monapo, a receber cuidados médicos.

“Foram soterrados cerca de 13 garimpeiros ilegais e lamentamos quatro mortes. Os outros tiveram alta e cerca de oito estão connosco aqui no hospital distrital, em tratamento, com tendência de melhoria”, afirmou Manuel Impissa, acrescentando que, fora este incidente, a passagem do ano no distrito foi tranquila, sem registo de acidentes ou agressões.

O administrador apontou a não observância das regras básicas de segurança como a principal causa do desabamento, explicando que a escavação atingiu cerca de cinco metros de profundidade, considerada perigosa para este tipo de exploração artesanal. “As regras básicas não foram observadas e a cova acabou por desabar. Neste momento, não temos o número real de indivíduos que lá se encontravam”, disse.

Na sequência do acidente, o Governo distrital decidiu encerrar imediatamente a mina e suspender todas as actividades mineiras na zona, em coordenação com as autoridades de tutela. Segundo Manuel Impissa, existiam esforços para a formalização da actividade através de associações, mas a tragédia levou à paralisação total dos trabalhos até à criação de condições de segurança adequadas. As autoridades reiteram o apelo à população para que evite actividades mineiras clandestinas, alertando para os elevados riscos à vida humana. Assane Júnior

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