ECONOMIA
Mais um barrulho à vista no INATRO de Nampula: PCA opta por Professor para substituir Abubacar Maximino
Depois da cessação de funções do anterior delegado provincial do INATRO em Nampula, Abubacar Maximino, uma nova polémica começa a ganhar corpo na instituição. O Presidente do Conselho de Administração (PCA) nomeou Samuel dos Santos Aniceto, professor de profissão, para assumir o cargo de delegado em Nampula.
O “Rigor” apurou que Samuel Aniceto exercia até aqui funções no Conselho Municipal da Cidade de Nampula, mas sem experiência sólida na área de transportes rodoviários. Fontes ligadas ao processo revelaram que a sua ascensão ao cargo deve-se sobretudo a ligações de proximidade com altas chefias do partido na província, sendo natural do distrito de Monapo.

Documentos exclusivos do “Rigor” revelam a nomeação de Samuel dos Santos Aniceto para delegado provincial do INATRO em Nampula, antes de ser tornada pública
Na verdade, o novo delegado nunca desempenhou as funções de carreira que lhe são atribuídas. Segundo apurou o “Rigor”, limitou-se a ocupar brevemente, por cerca de duas semanas, a função de chefe do Departamento de Comunicação na Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações. Mais tarde, em 2024, foi nomeado director de Transportes no município de Nampula pelo edil Luís Giquira.
O processo que culminou com a sua nomeação iniciou-se com a emissão do Ofício n.º 105/INATRO-PCA/023.3/2025, datado de 15 de Setembro, assinado pelo PCA, Eng. Nelson Mário Monteiro Nunes, solicitando formalmente a afectação do referido funcionário. No documento, enviado ao Secretário de Estado da Província de Nampula, Plácido Nerino Pereira, o PCA argumentava que a delegação estava sem responsável e que a presença de Aniceto era “de urgente conveniência de serviço”.


O “Rigor” teve acesso, com exclusividade, ao ofício de solicitação e ao despacho de nomeação de Samuel dos Santos Aniceto como delegado do INATRO em Nampula.
Estranhamente, no mesmo dia em que o INATRO apresentou a solicitação, foi igualmente emitido o despacho de nomeação, assinado pelo PCA, que enquadrou Samuel Aniceto na função de delegado provincial do INATRO em regime de destacamento. O documento invocou o Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado e produziu efeitos imediatos a partir de 15 de Setembro de 2025, não dando espaço para qualquer resposta do Secretário de Estado, o que evidencia uma encenação meramente formalista.
Fontes do “Rigor” asseguram que o PCA terá sido induzido em erro quanto ao currículo do nomeado. “O homem nunca desempenhou as funções que o ofício invoca. Ele foi apenas director no município, o que não pode ser considerado como carreira sólida no sector dos transportes”, disse uma fonte conhecedora do processo.
Samuel Aniceto já tomou posse e encontra-se, segundo apurou o “Rigor”, em Maputo, a receber instruções superiores sobre a condução da instituição em Nampula. O ambiente entre os funcionários é de incerteza, temendo-se que a falta de experiência do novo delegado venha agravar a já frágil situação de gestão da delegação.
Com este episódio, o INATRO de Nampula poderá voltar a mergulhar em contestação e dúvidas em torno da sua liderança. Depois da saída conturbada de Abubacar Maximino, as atenções voltam-se agora para Samuel Aniceto e para o rumo que a instituição tomará sob a sua direcção. Redacção
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